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Jon Prosser

O conhecido criador de conteúdos Jon Prosser apresentou formalmente a sua defesa no processo judicial movido pela Apple, rejeitando qualquer envolvimento num esquema para roubar segredos comerciais. Em causa está a fuga de informação do então inédito iOS 26, que na altura era conhecido internamente como iOS 19, de acordo com as informações reveladas pelo portal AppleInsider. Prosser garante que não incentivou a partilha de dados confidenciais e atira todas as responsabilidades para o coarguido do caso, Michael Ramacciotti.

A divisão de lucros e a origem dos dados

Os documentos submetidos à justiça norte-americana detalham a versão do youtuber, que nega ter oferecido dinheiro em troca das informações privilegiadas. A defesa sustenta que Prosser desconhecia a proveniência do material, o qual terá sido obtido por Ramacciotti através do acesso indevido a um telemóvel de Ethan Lipnik, um antigo funcionário da gigante tecnológica. Este equipamento continha uma versão preliminar do sistema operativo que acabou por ser exposta na internet.

Apesar de rejeitar a compra direta dos dados, o criador de conteúdos admite que partilhou parte das receitas geradas pelo vídeo publicado no YouTube com o coarguido. Esta divisão de lucros, segundo o próprio, serviu apenas para garantir a exclusividade do material no seu canal. Prosser acrescenta ainda que cortou imediatamente o contacto com Ramacciotti assim que percebeu a forma ilícita como o software tinha sido obtido.

Contradições e impacto para os criadores de conteúdo

O processo apresenta algumas pontas soltas, nomeadamente nas declarações contraditórias da defesa sobre o momento exato em que o youtuber percebeu que o software demonstrado não tinha sido lançado oficialmente. Face a estas acusações, a equipa legal solicitou que o caso seja avaliado por um júri. Do outro lado, a empresa liderada por Tim Cook mantém o silêncio sobre esta nova fase do processo.

Entretanto, Ramacciotti tem colaborado com as autoridades desde 2025, entregando dispositivos e alegando não ter compreendido a gravidade ou a natureza confidencial dos dados que partilhou. Para a comunidade tecnológica e para os criadores de conteúdo em Portugal, este caso serve de alerta claro sobre os riscos legais envolvidos na publicação de fugas de informação, demonstrando que as grandes marcas estão cada vez mais implacáveis na proteção da sua propriedade intelectual e na perseguição judicial de quem lucra com o acesso a dados confidenciais.

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