
Os consumidores portugueses que residem em zonas ainda desprovidas de fibra ótica acabam de ganhar uma alternativa de peso. Segundo os detalhes publicados pela DIGI, a operadora romena estreou no mercado nacional um serviço de internet fixa suportado pela rede móvel de quinta geração. Esta modalidade garante velocidades até 50 Mbps de transferência e 10 Mbps de carregamento por um custo fixo de cinco euros mensais, dispensando os habituais encargos de instalação.
Equipamento dedicado e limites de utilização
A adesão a esta nova oferta inclui o fornecimento de um router preparado para distribuir o sinal sem fios por toda a habitação. O processo foca-se na simplicidade da autoinstalação, exigindo apenas que o cliente ligue o dispositivo a uma tomada numa área com boa receção móvel, preferencialmente junto a uma janela. Contudo, as regras da operadora são rigorosas quanto à mobilidade: o cartão associado encontra-se bloqueado à morada de registo e ao próprio equipamento, inviabilizando a sua utilização num telemóvel durante uma viagem.

Existe também um limite claro estabelecido num único serviço por morada e num máximo de dois contratos por cliente. A fidelização exigida é de apenas três meses, um período bastante inferior à norma praticada no país, e os utilizadores mantêm a liberdade de transitar para uma infraestrutura cablada assim que a tecnologia chegue à sua rua.
Combinações com televisão e impacto no mercado
Uma particularidade relevante desta subscrição de cinco euros é a exclusão da linha telefónica tradicional, orientando-se estritamente para o mundo digital. Para quem procura entretenimento no grande ecrã, a empresa permite adicionar a grelha de canais. Embora o serviço televisivo custe 12 euros quando contratado de forma isolada, a junção com a rede fixa 5G ajusta o valor total para os 17 euros mensais. O cenário torna-se ainda mais apelativo para os clientes que já possuem um tarifário móvel da marca, fazendo a componente de TV descer para os dez euros.
Com esta estratégia agressiva de preços, a operadora intensifica a pressão sobre a concorrência em Portugal. A solução apresenta-se como um recurso viável para colmatar falhas de cobertura local, assegurando que as famílias acedem a ligações estáveis sem comprometerem o orçamento mensal.












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