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Uma vulnerabilidade recentemente descoberta na extensão oficial do Claude para o navegador Google Chrome pode permitir que extensões maliciosas executem ações não autorizadas em nome do utilizador. Segundo um relatório publicado pela empresa de segurança Manifold Security, esta falha de segurança expõe dados sensíveis armazenados em serviços interligados à IA, como o Gmail, Google Docs, Google Calendar e Salesforce.

O problema reside na forma como a ferramenta desenvolvida pela Anthropic valida a legitimidade dos cliques no ecrã. O especialista Ax Sharma, responsável pela descoberta, explica que o utilitário aceita comandos de cliques simulados por código JavaScript sem verificar a sua verdadeira origem. No ecossistema dos navegadores modernos, os eventos iniciados por utilizadores reais carregam uma propriedade de confiança ativa (Event.isTrusted definida como verdadeira), ao passo que ações automáticas de scripts externos são assinaladas como não fidedignas. No entanto, a extensão ignora esta validação crucial.

Ações automatizadas sem consentimento

Ao contornar esta verificação de segurança, qualquer outra extensão instalada que tenha permissões para correr no domínio claude.ai consegue injetar código e forçar a execução de tarefas automatizadas. Estes fluxos incluem ações sensíveis que podem comprometer a privacidade do utilizador. Por exemplo, a extensão pode ler mensagens recentes no Gmail para cancelar subscrições, abrir os documentos mais recentes no Google Docs para extrair comentários, ler o Google Calendar para criar reuniões ou até mesmo manipular dados de contactos no Salesforce.

Embora este ataque não permita a injeção livre de comandos arbitrários — limitando-se apenas às 9 tarefas predefinidas no código da extensão —, o perigo potencial é elevado. Para que a exploração ocorra, o atacante precisa de convencer a vítima a instalar uma extensão maliciosa secundária que tenha capacidade de correr código na página do Claude, manipulando o comportamento da mesma.

Riscos ativos e falta de correção

Durante a análise, os investigadores detetaram também um parâmetro interno designado skipPermissions=true. Este comando secundário permite contornar certas verificações de permissões na inicialização do sistema, embora a equipa de segurança sublinhe que este vetor específico exigiria uma vulnerabilidade complementar para ser totalmente aproveitado através de um endereço de internet manipulado.

Ambas as falhas foram reportadas diretamente à Anthropic através do seu programa oficial de caça a erros. No entanto, a tecnológica optou por encerrar a participação relativa aos cliques simulados, alegando que já monitoriza a situação como um comportamento geral do sistema. Para quem utiliza esta ferramenta em Portugal, o impacto real depende das configurações de privacidade de cada perfil. Recomenda-se vivamente que os utilizadores desativem a funcionalidade opcional de execução automática sem confirmação prévia ("Act without asking"), de forma a mitigar temporariamente a exposição ao risco enquanto a falha persistir na versão atual 1.0.80 da extensão.

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