
A Microsoft recompensou investigadores de segurança com um montante recorde de 20 milhões de dólares (cerca de 18,4 milhões de euros) no âmbito do seu programa de bug bounty. Entre 1 de julho de 2025 e 30 de junho de 2026, a gigante tecnológica distribuiu estes valores por 562 especialistas de todo o mundo, o que representa uma média de 35 000 dólares (aproximadamente 32 200 euros) por participante.
O crescimento do montante total pago esteve diretamente ligado ao evento de hacking ao vivo Zero Day Quest, realizado no campus de Redmond. Esta iniciativa reuniu peritos de 20 países focados em cenários de segurança nas plataformas de nuvem e inteligência artificial da empresa, resultando em quase 700 relatórios de vulnerabilidades e na atribuição de 2,3 milhões de dólares em prémios.
Alargamento do programa e impacto da inteligência artificial
A expansão das áreas elegíveis para a descoberta de falhas também impulsionou os pagamentos. Ao incluir software de código aberto, componentes de terceiros e novos serviços na nuvem, a empresa recebeu mais de 300 relatórios adicionais, gerando mais de 800 000 dólares em recompensas. No total, deram entrada submissões de investigadores localizados em 64 países, superando as 59 nações registadas no ano anterior. Em igual período do ano transato, a Microsoft tinha distribuído 17 milhões de dólares por 344 peritos, o que equivalia a uma média superior de 49 000 dólares por pessoa.
Entre janeiro e junho de 2026, o volume de submissões cresceu de forma acentuada, impulsionado pelo envolvimento da comunidade e pela adoção crescente da inteligência artificial na pesquisa de segurança. O uso da IA abriu portas a mais participantes no setor, levando contudo as empresas a ajustar os seus programas para focar a atenção em falhas de gravidade elevada ou crítica.
Ajustes do setor às novas submissões
Esta alteração no panorama de cibersegurança levou outras empresas a reverem as suas diretrizes. O GitHub alterou recentemente a estrutura de remuneração das suas recompensas, enquanto a Apple restringiu a quantidade de submissões que cada investigador pode enviar por defeito. A redefinição destas políticas procura travar a saturação de relatórios automáticos e garantir a proteção dos sistemas informáticos.












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