
A Meta, a gigante tecnológica responsável por plataformas como o Facebook, Instagram, WhatsApp, Messenger e Threads, encontra-se alegadamente a rastrear a internet de forma ativa para construir o seu próprio motor de pesquisa. A informação ganhou destaque após Pieter Levels ter partilhado o caso no X, publicando capturas de ecrã que comprovam a recolha de dados nas suas propriedades online.
Esta movimentação surge como uma medida estratégica. A intenção da Meta, conforme descrito por Pieter Levels, é evitar que as consultas na web feitas pela sua inteligência artificial recorram ao motor da Google. O receio baseia-se na possibilidade de a empresa concorrente aproveitar estes dados de pesquisa para treinar os seus próprios modelos. Como resposta, a criação de um índice web proprietário é o caminho definido para sustentar o ecossistema interno.
Uma ambição antiga
A vontade de deter um serviço de pesquisa não é um passo totalmente novo. Há mais de uma década que o Facebook procurava desenvolver as suas próprias capacidades de procura web. Nessa altura, a rede social chegou a estabelecer uma parceria com o Bing, da Microsoft, para alimentar os resultados, um acordo que acabou por ser descartado alguns anos mais tarde.
No atual panorama tecnológico, as prioridades alteraram-se. Tal como a Google, a Microsoft e o próprio X, a Meta quer edificar a sua própria infraestrutura de IA sem depender de terceiros.
A importância da independência
Para quem utiliza as redes sociais da marca em Portugal e no resto da Europa, este avanço revela uma clara intenção de centralizar os serviços. Depender de parceiros externos para obter um índice web pode limitar a inovação e expor dados numa área ferozmente disputada.
Avançar para um motor de pesquisa privado surge assim como o passo lógico e seguinte para a empresa, garantindo total controlo sobre a informação que alimenta as suas plataformas.












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