
A Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) deteve cinco mulheres no âmbito da operação "LOGIN". Segundo a informação partilhada pela Polícia Judiciária, as suspeitas são presumíveis autoras de uma série de delitos informáticos e financeiros graves, incluindo associação criminosa, acesso ilegítimo, falsidade informática, branqueamento de capitais e burla qualificada.
A origem do desvio de fundos
O processo de investigação arrancou em março do ano passado, despoletado pela ação indevida de uma funcionária bancária. A suspeita utilizou a sua posição para solicitar e aceder aos canais digitais de clientes da própria instituição, contornando qualquer conhecimento ou consentimento prévio por parte das vítimas.
Com o acesso garantido, foram efetuadas diversas transferências de capital para redes de "money mules", indivíduos usados para receber e dispersar fundos ilícitos de forma a dificultar o rastreio do dinheiro. As autoridades confirmam que, até ao momento, a rede criminosa fez pelo menos 13 vítimas, acumulando um prejuízo patrimonial na ordem dos 110 mil euros.
Ramificações e impacto da operação
Para desmantelar este esquema, os inspetores realizaram oito buscas domiciliárias espalhadas por Almada, Seixal, Pombal e Elvas, numa ação que contou com a colaboração operacional de equipas da Polícia de Segurança Pública. A intervenção culminou na apreensão de vasta documentação e prova digital, elementos críticos para sustentar a acusação em tribunal.
O escopo da atividade das detidas estende-se para lá deste inquérito inicial. A investigação apensou outros processos onde se verificaram coincidências de suspeitos, sinalizando a receção de valores provenientes de diferentes métodos de extorsão, como campanhas de phishing e falsos arrendamentos de imóveis. As cinco mulheres aguardam agora o primeiro interrogatório judicial, onde lhes serão aplicadas as respetivas medidas de coação.












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