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Mark Zuckerberg

 

Depois de uma longa semana de protestos, o Facebook parece estar a tomar algumas notas sobre a posição da empresa para o futuro, com Mark Zuckerberg a detalhar um conjunto de sete planos da empresa para o futuro das suas acções e medidas.

 

Estas medidas surgiram depois de vários funcionários do Facebook terem expressado desagrado pela falta de ação da plataforma social face às mensagens de Donald Trump partilhadas na plataforma. Enquanto que o Twitter aplicou medidas sobre certas mensagens, como o fact check de mensagens enganadoras sobre a fraude eleitoral nos votos via correio, e alertou para uma mensagem que violava os termos do Twitter ao incentivar a violência, o Facebook não aplicou qualquer medida.

 

Estas decisões – ou falta delas – por parte do Facebook levaram a que vários funcionários da empresa tenham vindo a deixar criticas na posição de Zuckerberg face ao caso, e na sua falta de reação. Numa nova nota, Zuckerberg agora refere um plano da empresa para o futuro como forma de acalmar os ânimos dos funcionários, e como forma de delimitar as ações que a rede social vai tomar sobre esta politica e a tomada de decisões do género.

 

Na sua mensagem, Zuckerberg afirma que a empresa irá focar-se em desenvolver politicas para tornar os conteúdos da plataforma mais transparentes para os utilizadores, mas sem limitar a liberdade de expressão de cada um. O executivo revela que a plataforma sabe que muitos utilizadores pretenderiam que a rede social tivesse marcado as declarações do presidente Donald Trump a semana passada, mas a politica atual da empresa não permite realizar esta medida.

 

Ao contrario do que acontece com o Twitter, o Facebook não possui na sua politica a capacidade de limitar a visibilidade das mensagens ou ocultar o seu conteúdo. Invés disso, as mensagens podem apenas ser eliminadas – ao que Zuckerberg afirma que não existem exceções para estas regras, incluindo para o Presidente dos EUA. No entanto, a empresa afirma que também sabe que estas politicas não vão de encontro ao que muitos utilizadores pretenderiam, e como tal a rede social está aberta a novas possibilidades para o futuro.

 

Zuckerberg ainda se mantêm reservado no que respeita a aplicar limitações aos conteúdos no mesmo formato que o Twitter aplica. Segundo o mesmo, este género de limitações poderia ser classificado como uma seleção editorial por parte da rede social, o que poderia levar a que conteúdo que não violasse os termos da plataforma ainda fosse considerado como “oculto”, motivo pelo qual o Facebook decidiu não aplicar esta medida nas suas politicas internas.

 

Ficou também prometida a medida que todas as decisões da empresa face a este género de processos serão mais transparentes, tanto para os funcionários como para os utilizadores em geral. Uma das primeiras medidas a ser tomada será a criação de um centro de informações para partilha de dados relativamente às votações nos EUA – de forma similar ao que foi aplicado com o painel de informações do coronavírus. Esta medida deverá ser aplicada com o aproximar das eleições presidenciais nos EUA.

 

De notar que este comunicado de Zuckerberg surge alguns dias depois de vários funcionários da plataforma terem demonstrado o seu desagrado com a rede social, juntando ainda a vários protestos que estavam agendados face à situação. Existem mesmo funcionários que ameaçaram a saída da rede social devido à falta de resposta da mesma.







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