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Google com logo do Instagram e Facebook

O Instagram sempre foi visto como um ecossistema algo fechado, onde o conteúdo, por norma, permanecia dentro da própria aplicação. No entanto, essa perceção está prestes a mudar radicalmente. A partir de julho, as imagens e vídeos dos perfis públicos poderão começar a surgir nos resultados de pesquisa do Google e de outros motores de busca, a menos que os utilizadores tomem uma atitude.

O que vai mudar exatamente a 10 de julho?

A Meta, empresa-mãe do Instagram, prepara-se para implementar uma alteração significativa na sua política de privacidade. A partir do dia 10 de julho de 2025, todos os conteúdos — fotografias e vídeos — de contas definidas como públicas serão automaticamente indexados por motores de busca como o Google ou o Bing.

Esta é uma expansão considerável de uma política anterior, que era muito mais restritiva. Até agora, a indexação estava limitada a contas profissionais de utilizadores maiores de 18 anos e aplicava-se apenas a conteúdos publicados depois de janeiro de 2020. Com a nova regra, esta prática torna-se o padrão para todos os perfis públicos, transformando a indexação na norma, em vez de ser a exceção.

imagem da notificação da meta sobre publicações a surgirem em pesquisas

Uma faca de dois gumes: mais visibilidade vs. menos privacidade

Segundo a notificação que está a ser enviada aos utilizadores na aplicação, esta alteração significa que "mais pessoas poderão descobrir o conteúdo da sua conta". Para criadores de conteúdo, marcas ou qualquer pessoa que queira aumentar o seu alcance, isto pode ser uma vantagem. A exposição nos motores de busca pode, teoricamente, levar a um aumento do público potencial, para lá das fronteiras da própria plataforma.

Contudo, para o utilizador comum, que talvez não deseje que as suas fotografias de férias ou momentos pessoais sejam facilmente encontradas fora do Instagram, a mudança representa uma potencial quebra na privacidade percebida.

Como manter o controlo sobre a sua privacidade

Felizmente, o Instagram oferece formas de recusar esta nova funcionalidade. A maneira mais direta é através da própria notificação que a rede social está a enviar. Ao selecionar a opção “Não autorizar”, o utilizador pode manter o funcionamento antigo com apenas um toque.

Para quem ignorou a notificação ou pretende reverter a decisão mais tarde, é possível gerir esta funcionalidade nas definições de privacidade da conta. A qualquer momento, os utilizadores podem aceder às definições do seu perfil e alterar as suas preferências de indexação.

É crucial ter em atenção um pormenor importante: a própria Meta avisa que o processo de remoção dos motores de busca (desindexação) não é imediato. Mesmo depois de alterar as suas definições, o seu conteúdo pode continuar a aparecer nos resultados de pesquisa durante várias semanas. Este atraso técnico reforça a importância de tomar uma decisão antes da data de entrada em vigor da nova política.

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