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Reconhecimento facial

Numa era em que a nossa cara parece estar em todo o lado, desde aeroportos a investigações policiais e até em aplicações que a usam para verificar se somos humanos, a preocupação com a privacidade e a vigilância em massa nunca foi tão grande. Agora, surge a primeira grande tentativa comercial para nos devolver um pouco de anonimato: uns óculos que prometem tornar-nos invisíveis para alguns sistemas de reconhecimento facial.

Como funcionam os ID Guard?

A Zenni, uma empresa de venda de óculos online, lançou um novo tipo de lentes a que chamou ID Guard. Estas lentes possuem uma camada rosada especial, projetada para refletir a luz infravermelha utilizada por muitos sistemas de reconhecimento facial, como é o caso do popular Face ID da Apple. Na prática, quando alguém tenta desbloquear um iPhone usando estes óculos, a tecnologia obscurece a zona dos olhos, impedindo que o sistema consiga verificar a identidade do utilizador.

O calcanhar de Aquiles: as câmaras tradicionais

O grande problema desta tecnologia é que apenas funciona contra sistemas que dependem de luz infravermelha para a identificação. Isto significa que, para a maioria das câmaras de vigilância que encontramos no dia a dia — como as dos aeroportos ou as utilizadas pelas forças policiais — estes óculos são inúteis, pois estas recorrem a câmaras normais para captar imagens. Continuamos, portanto, a poder ser identificados através de uma simples fotografia.

A crescente ameaça do reconhecimento facial

Ainda que usemos dados biométricos, como a impressão digital, há anos para aceder aos nossos telemóveis, o nosso rosto é muito mais público e acessível. Com a explosão da inteligência artificial, surgiram serviços como o PimEyes ou o Lenso.ai, capazes de identificar uma pessoa em segundos a partir de uma única imagem. Os óculos da Zenni são uma resposta a esta preocupação crescente, embora a sua eficácia seja, para já, bastante limitada.

Este tipo de identificação pública já deu origem a fenómenos como o "doxing", um ataque que consiste em revelar informação privada de uma pessoa online. Casos recentes, como a infidelidade exposta pela "kiss-cam" num concerto dos Coldplay ou a identificação do homem que roubou o boné a uma criança durante o US Open, mostram como é fácil identificar alguém a partir de um simples vídeo.

A vigilância já é uma realidade

A videovigilância em massa é uma realidade em muitos países. Embora a China seja o exemplo mais conhecido, não é o único. Em Londres, por exemplo, existem quase um milhão de câmaras instaladas nas ruas. Nos Estados Unidos, a polícia já utiliza sistemas de reconhecimento facial para prender suspeitos, por vezes cometendo erros graves. Mais perto de casa, a União Europeia aprovou em 2024 o uso desta tecnologia por parte das autoridades, aumentando as preocupações sobre a privacidade dos cidadãos.

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