
A Inteligência Artificial (IA) deixou rapidamente de ser uma curiosidade tecnológica para se tornar uma ferramenta indispensável no dia a dia de milhões de europeus, e os portugueses não são exceção. De facto, Portugal está na linha da frente desta adoção, registando valores superiores à média da União Europeia. Os dados foram revelados recentemente pelo Eurostat, confirmando que o país está rendido às novas tecnologias para uso pessoal e educativo.
Uma adoção acima da média
Os números apresentados não deixam margem para dúvidas sobre o entusiasmo nacional. Cerca de dois em cada cinco portugueses, na faixa etária entre os 16 e os 74 anos (aproximadamente 40%), já utilizam ferramentas de IA. Este valor é particularmente relevante quando comparado com a média da União Europeia, que se situa nos 32,7%.
Este crescimento é impulsionado pela acessibilidade e utilidade de grandes modelos de linguagem, como o ChatGPT ou o Gemini, que facilitam a automatização de tarefas, a criação de conteúdos e a obtenção rápida de respostas. A principal motivação dos utilizadores nacionais recai sobre o uso pessoal, com cerca de um terço da população a recorrer a estas soluções para organizar o quotidiano ou para entretenimento.
Educação em destaque e o contexto europeu
Se no uso geral Portugal ocupa uma respeitável 14.ª posição entre os 27 Estados-membros — ficando à frente de grandes economias como Espanha e Itália —, é na educação que o país realmente brilha. Portugal conquistou o sexto lugar no ranking da União Europeia no que toca à utilização de IA para fins educativos, demonstrando uma forte apetência de estudantes e professores por estas inovações.
Apesar deste dinamismo no consumo privado e no ensino, o relatório nota que o setor empresarial português ainda demonstra alguma resistência na integração destas tecnologias, contrastando com a velocidade de adoção do público geral.
No panorama europeu, os países nórdicos e bálticos continuam a liderar a tabela. A Dinamarca (48,4%), a Estónia (46,6%) e Malta (46,5%) ocupam o pódio da UE. Contudo, fora do bloco comunitário, a Noruega destaca-se como líder absoluta, com 56,3% da população a fazer uso frequente de ferramentas de IA generativa.












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