
Parece que a Microsoft decidiu que o mundo ainda não estava suficientemente confuso com as suas estratégias de nomenclatura. Numa jogada de marketing que está a deixar muitos utilizadores a coçar a cabeça, a gigante tecnológica decidiu rebatizar a clássica aplicação do Office. O novo nome? “Microsoft 365 Copilot app”.
Se está a pensar “espera lá, o Copilot não é o assistente de inteligência artificial?”, a resposta é sim. E agora é também o nome da aplicação que serve para lançar as outras aplicações onde o assistente vive. Confuso? Bem-vindo à nova era da produtividade.
Uma mudança de identidade arriscada
A mudança foi detetada recentemente quando utilizadores começaram a ver um aviso no site Office.com. Conforme partilhado pelo utilizador DodgerFanLA na rede social Bluesky, a mensagem da empresa explica a transição de forma direta: “A aplicação Microsoft 365 Copilot (anteriormente Office) permite-lhe criar, partilhar e colaborar tudo num só lugar com as suas aplicações favoritas, agora incluindo o Copilot”.

O asterisco no final da frase parece carregar o peso de toda a estratégia da empresa: tornar impossível não utilizar, ou pelo menos não ver, o nome da sua IA em todo o lado. A marca Office, que existe há mais de 30 anos e gerou mais de 30 mil milhões de dólares em receitas apenas no último trimestre, continua a ser progressivamente escondida. Começou com a transição para Office 365 em 2010, passou para Microsoft 365 em 2017, e agora culmina nesta amálgama de marcas.
A obsessão com a Inteligência Artificial
A lógica por trás desta decisão parece ser uma tentativa agressiva de aumentar os números de utilização do seu assistente de IA. Ao chamar à suite de produtividade inteira “Copilot”, a empresa sugere que as ferramentas individuais (como o Word ou o Excel) são quase secundárias face ao poder do “Chat do Copilot que sobrecarrega a produtividade”.
Esta estratégia faz lembrar, de certa forma, o que aconteceu quando o Facebook mudou o nome para Meta, apostando tudo no metaverso. A diferença é que o Office é uma ferramenta de trabalho essencial e universalmente reconhecida, e diluir esse nome em favor de uma funcionalidade — por muito revolucionária que seja — é uma aposta arriscada.
A equipa da Xbox deve estar a suspirar de alívio, pois deixaram de ter o esquema de nomes mais confuso da empresa (quem se esquece da confusão entre Series X e One X?). Resta agora saber se o próximo passo será rebatizar o Windows para algo como “Windows with Copilot” ou simplesmente “Windows AI”. Dado o histórico recente, já nada nos surpreenderia.










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