
A OpenAI não perdeu tempo a iniciar o novo ano com movimentações estratégicas no mercado. A empresa liderada por Sam Altman confirmou a aquisição da equipa responsável pela Convogo, uma plataforma de software empresarial desenhada para apoiar "coaches" executivos e departamentos de recursos humanos na automação de avaliações de liderança e relatórios de feedback.
No entanto, este negócio não se trata da compra da tecnologia ou da propriedade intelectual da startup, mas sim de uma clássica operação de "acqui-hire" (aquisição de talento). O objetivo principal é integrar os fundadores da Convogo nos quadros da gigante de IA para reforçar áreas específicas de desenvolvimento.
O fim da plataforma e o foco na nuvem
De acordo com as informações apuradas, o produto da Convogo será descontinuado como consequência direta deste acordo. Um porta-voz da empresa confirmou ao TechCrunch que a tecnológica não está interessada na infraestrutura da plataforma, mas sim nas competências da equipa. Os três cofundadores — Matt Cooper, Evan Cater e Mike Gillett — vão transitar para a criadora do ChatGPT, onde irão trabalhar nos "esforços de cloud de IA" da empresa.
O negócio, descrito por fontes próximas como sendo realizado inteiramente através de ações (all-stock deal), encerra o capítulo de uma startup que nasceu de uma "hackathon de fim de semana". A ideia original surgiu de uma necessidade familiar de Matt Cooper, cuja mãe, treinadora executiva, procurava uma forma de automatizar a escrita de relatórios para se dedicar mais ao contacto humano. Nos últimos dois anos, a ferramenta chegou a ser utilizada por milhares de profissionais e empresas de topo na área do desenvolvimento de liderança.
Uma estratégia agressiva de consolidação de talento
Esta operação marca a nona aquisição da OpenAI no espaço de apenas um ano, sinalizando uma estratégia clara de absorção de talento num mercado altamente competitivo. Na grande maioria destes casos, os produtos originais foram integrados no ecossistema da empresa ou simplesmente encerrados, como aconteceu com a Sky, a Context.ai ou a Crossing Minds.
Num email enviado sobre a aquisição, a equipa da Convogo destacou que o verdadeiro desafio que identificaram não estava apenas na tecnologia, mas na forma de traduzir as capacidades de cada novo modelo de inteligência artificial em resultados práticos para o mundo real. É precisamente essa experiência na criação de "experiências com propósito" que a tecnológica pretende agora aproveitar à escala global.
Curiosamente, a única exceção recente à regra de "encerrar e absorver" da empresa parece ser a aquisição da io Products, fundada por Jony Ive, que continua a seguir o seu próprio roteiro de desenvolvimento enquanto colabora na criação de um novo dispositivo de hardware de inteligência artificial.










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