
O mercado de smartphones tem assistido a uma nova corrida pela espessura mínima, com várias marcas a tentarem criar dispositivos cada vez mais finos e portáteis. Recentemente, surgiram informações sobre um projeto ambicioso que acabou por ficar pelo caminho: o Xiaomi 17 Air. Este dispositivo, que nunca chegou à fase de produção em massa, prometia impressionar com um perfil de apenas 5,5 mm.
Segundo as informações e imagens divulgadas pelo XiaomiTime, este protótipo foi desenvolvido numa tentativa de competir no segmento dos telemóveis ultrafinos, inspirando-se nos designs dos concorrentes. No entanto, apesar das especificações promissoras e da estética arrojada, a gigante tecnológica decidiu cancelar o projeto ainda durante a fase de testes internos.
Especificações de um "Mestre" que nunca chegou às lojas
As fugas de informação revelam um dispositivo com um ecrã de 6,59 polegadas, concebido para ser extremamente portátil sem sacrificar a área de visualização. A traseira do equipamento, apresentada numa cor branca, destaca-se por um módulo de câmara horizontal notável que exibe a marca "MASTER". Este design sugere uma linguagem visual que partilha semelhanças com os modelos de teste iniciais da série 15 e do MIX Fold 5, indicando uma mudança de estratégia no design das linhas mais premium da marca.

Em termos técnicos, o Xiaomi 17 Air não se ficava apenas pela estética. O protótipo incluía uma câmara principal de 200 MP, acompanhada por uma lente auxiliar, prometendo capacidades fotográficas de topo num corpo extremamente delgado. Além disso, o dispositivo suportava tecnologia e-SIM, eliminando a necessidade de uma gaveta física para cartões, o que certamente ajudava a manter a espessura reduzida. Este modelo serviu como uma plataforma para a Xiaomi explorar novas fronteiras técnicas antes de aplicar essas aprendizagens noutras linhas de produtos emblemáticos.
A barreira da produção em massa
Apesar do hardware impressionante e do design inovador, o Xiaomi 17 Air nunca saiu dos laboratórios da marca. A principal razão apontada pelos especialistas da indústria prende-se com o controlo de qualidade associado a um corpo tão fino. A integridade estrutural e a gestão de componentes num espaço de apenas 5,5 mm representam desafios de engenharia significativos que, aparentemente, influenciaram a decisão da empresa de não avançar.

Em vez de chegar às mãos dos consumidores, este smartphone permaneceu como uma experiência interna valiosa. O projeto permitiu à fabricante analisar o uso de materiais e o design das câmaras em estruturas super finas, conhecimentos que poderão ser aplicados no futuro, talvez até no aguardado Xiaomi 17 Ultra ou noutros modelos da gama. Por agora, o "Air" serve como um vislumbre fascinante do que poderia ter sido um dos smartphones mais finos do mercado.










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