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App Store da Apple

O mercado das aplicações móveis viveu um ano de paradoxos em 2025. Enquanto o número de vezes que os utilizadores carregaram no botão de "instalar" diminuiu pelo quinto ano consecutivo, o dinheiro gasto dentro dessas mesmas apps atingiu novos máximos históricos. A economia das subscrições parece ter vindo para ficar, compensando largamente a estagnação na aquisição de novos utilizadores.

Segundo o relatório anual da Appfigures, os downloads globais combinados na App Store e na Google Play fixaram-se nos 106,9 mil milhões, uma descida de 2,7% face ao ano anterior. No entanto, as receitas geradas pelos consumidores deram um salto impressionante de 21,6%, alcançando uns estimados 155,8 mil milhões de dólares (aproximadamente 148 mil milhões de euros).

A era das subscrições e compras in-app

Estes dados revelam uma mudança fundamental na estratégia dos programadores e editoras. O foco deixou de ser apenas o volume de instalações para passar a ser a rentabilização da base de utilizadores existente. O sucesso em convencer os utilizadores a realizar compras dentro das aplicações ou a ativar subscrições recorrentes tem sido a chave para este crescimento financeiro, mesmo num cenário onde a captação de novos utilizadores é cada vez mais difícil.

Embora muitos consumidores possam não apreciar o facto de quase todas as apps terem agora um modelo de subscrição ou microtransações integradas, este modelo provou ser um caminho mais sustentável para a indústria. Esta mudança impulsionou também todo um ecossistema de empresas de suporte, como a plataforma de gestão de subscrições RevenueCat e a startup Appcharge, focada na monetização de jogos, que levantaram rondas de investimento significativas no último ano. A Liftoff Mobile, especializada em marketing de apps, apresentou mesmo um pedido para uma oferta pública inicial (IPO).

Aplicações ultrapassam jogos na carteira dos utilizadores

Outra tendência marcante de 2025 foi a perda de hegemonia dos jogos móveis como o principal motor de receita. Os consumidores gastaram cerca de 72,2 mil milhões de dólares (68 mil milhões de euros) em jogos, o que representa 46% do total gasto. Embora este valor represente um crescimento de 10% ano após ano, foi largamente superado pelo setor das aplicações de "não-jogos".

As apps de produtividade, entretenimento e utilitários viram os gastos dos consumidores disparar 33,9%, atingindo os 82,6 mil milhões de dólares (78 mil milhões de euros). Isto confirma que o smartphone é cada vez mais visto como uma ferramenta de serviços pagos e não apenas uma consola de jogos casual.

O fim do "boom" da pandemia

Os números de 2025 confirmam também o arrefecimento definitivo após o pico registado durante a pandemia. Depois de atingir um máximo histórico de 135 mil milhões de instalações em 2020, o volume de downloads tem vindo a cair consistentemente. O valor deste ano, 106,9 mil milhões, fica abaixo dos 109,8 mil milhões registados em 2024.

O setor dos jogos móveis foi o mais afetado por esta quebra de interesse, com os downloads a caírem 8,6% para os 39,4 mil milhões. Em contrapartida, as restantes aplicações mantiveram-se praticamente estáveis, registando um ligeiro aumento de 1,1% no número de instalações. O mercado norte-americano seguiu uma tendência semelhante, com um aumento de gastos de 18,1%, apesar de uma queda de 4,2% no volume de downloads.




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