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Amazon New World

O que começou como uma das maiores apostas da Amazon no mundo dos videojogos está prestes a chegar ao fim. O ambicioso RPG online New World, que em tempos foi visto como um concorrente de peso no género, vai fechar as portas. A empresa anunciou que os servidores de New World: Aeternum serão desligados definitivamente no final de janeiro, encerrando um capítulo turbulento no desenvolvimento de jogos da gigante tecnológica.

Com efeitos imediatos, o título foi removido das lojas digitais de consolas e PC, o que significa que novos jogadores já não podem comprar ou entrar no jogo durante este seu último mês de vida. No entanto, o anúncio do encerramento desencadeou uma reação inesperada por parte de uma figura conhecida da indústria, que colocou uma proposta milionária em cima da mesa.

Ascensão e queda de um gigante

Quando foi lançado em 2021, New World tornou-se rapidamente um dos maiores sucessos multijogador na Steam, atraindo quase um milhão de jogadores em simultâneo no seu pico. No entanto, apesar deste arranque recordista, o MMO lutou para manter a comunidade envolvida, enfrentando críticas sobre o design repetitivo das missões, inconsistências técnicas e um "endgame" (conteúdo de final de jogo) pouco profundo.

Mesmo com os esforços da Amazon para lançar atualizações de conteúdo e estabilizar o desempenho dos servidores através da sua rede global de centros de dados, a base de jogadores continuou a diminuir. O que outrora foi posicionado como a grande entrada da empresa no espaço dos MMOs de sucesso, transformou-se agora num anúncio de fim de serviço.

Uma proposta de 25 milhões para "salvar o mundo"

O encerramento iminente não passou despercebido a Alistair McFarlane, diretor de operações e realizador na Facepunch Studios — a equipa responsável pelo popular jogo de sobrevivência Rust. Numa publicação na rede social X, McFarlane ofereceu publicamente 25 milhões de dólares (cerca de 23,8 milhões de euros) para comprar o New World à Amazon Game Studios.

Descrevendo a proposta como uma "oferta final", McFarlane baseou a sua atitude na crença de que "os jogos nunca devem morrer". Embora a mensagem tenha surgido num contexto de humor entre programadores, captou a atenção da indústria, levantando a questão sobre se o sentimento seria mais sério do que aparentava.

Numa mensagem de seguimento, McFarlane sugeriu uma alternativa caso a compra não avançasse: os produtores poderiam dar maior controlo à comunidade, permitindo o alojamento público de servidores. Segundo o responsável, esta abordagem permitiria que o jogo sobrevivesse ao fim do suporte corporativo oficial, uma filosofia que a Facepunch aplica nos seus próprios títulos. "Um jogo viverá para sempre nas mãos de uma comunidade dedicada", argumentou.

Outros criadores juntaram-se à conversa, incluindo o diretor de comunicação do Palworld, que se ofereceu para "pagar metade" se pudessem relançar a versão alfa original do New World como um modo distinto. Independentemente da viabilidade do negócio, a situação reacendeu o debate sobre a preservação de mundos online que dependem de servidores proprietários, conforme detalhado pelo Windows Central.




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