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Meta a queimar dinheiro

Quando Mark Zuckerberg anunciou, em 2021, a mudança do nome do Facebook para Meta, a promessa era clara: o futuro da internet seria imersivo, tridimensional e vivido dentro de um mundo virtual interconectado. No entanto, avançando para 2026, a visão utópica do metaverso embateu violentamente contra a realidade financeira e tecnológica, obrigando a gigante tecnológica a reavaliar as suas prioridades e a efetuar cortes profundos numa aposta que custou dezenas de milhares de milhões de dólares.

Um buraco financeiro sem fundo à vista

A divisão Reality Labs, responsável pelo desenvolvimento de hardware e software de realidade virtual (VR) e aumentada (AR), tornou-se rapidamente sinónimo de prejuízos recorde. Trimestre após trimestre, a empresa reportou perdas operacionais na ordem dos milhares de milhões, justificadas como um "investimento necessário" para construir a próxima grande plataforma computacional.

No entanto, a paciência dos investidores e a realidade do mercado ditaram outro rumo. O problema central não foi apenas o custo, mas a falta de adoção massiva. Apesar dos esforços para tornar os headsets Quest mais acessíveis, o metaverso permaneceu, em grande parte, um nicho para entusiastas de jogos e algumas experiências empresariais, falhando em capturar o público geral com a mesma intensidade que as redes sociais móveis conseguiram. A promessa de trabalhar, socializar e viver no mundo virtual esbarrou em hardware ainda pesado, baterias limitadas e, crucialmente, na falta de software que justificasse a utilização diária.

Cortes brutais e o fim da "torneira aberta"

O impacto desta estratégia insustentável culminou recentemente numa reestruturação severa. A empresa viu-se forçada a iniciar o despedimento de mais de 1000 funcionários da divisão Reality Labs, um sinal claro de que a era do "investimento a qualquer custo" chegou ao fim. Além dos cortes de pessoal, a estratégia de conteúdos sofreu um revés significativo com o encerramento de vários estúdios de jogos VR, eliminando equipas que deveriam criar as experiências imersivas necessárias para atrair utilizadores.

Mais do que apenas reduzir equipas, houve uma mudança estrutural no financiamento. Relatórios indicam que o orçamento para o metaverso sofreu um corte drástico de 30%, desviando esses recursos vitais para outras áreas. O hardware também não escapou ileso: o lançamento dos novos óculos de realidade mista, que deveriam ser o próximo grande passo na evolução da plataforma, foi adiado para 2027, sugerindo que a tecnologia necessária para concretizar a visão original ainda não está pronta para o mercado de massas.

A nova obsessão: Inteligência Artificial

Enquanto o metaverso arrefece, outra tecnologia aqueceu o mercado de forma explosiva. A IA generativa tornou-se a nova prioridade absoluta em Silicon Valley, e Zuckerberg não quis ficar para trás. A realocação de recursos financeiros e humanos do metaverso para a inteligência artificial é a prova mais evidente desta mudança de paradigma.

Ao contrário do mundo virtual, que exige hardware específico e uma mudança de comportamento do utilizador, a IA integra-se nas plataformas que as pessoas já usam — Instagram, WhatsApp e Facebook. A aposta atual passa por integrar assistentes inteligentes e ferramentas de geração de conteúdo diretamente nestas aplicações, oferecendo um retorno sobre o investimento muito mais imediato e tangível do que a promessa de um mundo virtual que, por enquanto, permanece adiado.




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