
A gigante sul-coreana continua a afinar a sua próxima grande interface, a One UI 8.5, preparando o terreno para diversas melhorias e novas funcionalidades nos seus dispositivos móveis. No entanto, nem todas as mudanças estão a ser bem recebidas pela comunidade, especialmente pelos utilizadores mais avançados que gostam de ter controlo total sobre o software do seu equipamento. Uma alteração recente parece ter eliminado um método popular de antecipar atualizações de sistema.
O fim do “Sideloading” via Recovery
Até agora, era prática comum entre entusiastas contornar a espera pelos lançamentos faseados das operadoras ou regiões. O método consistia em utilizar o modo de recuperação (Recovery Mode) do Android, acessível através de combinações de botões físicos, e conectar o telemóvel ao computador via USB. A partir daí, recorria-se ao Android Debug Bridge (ADB) para enviar manualmente o ficheiro de atualização (OTA) para o dispositivo, forçando a instalação imediata.
No entanto, esta "porta das traseiras" parece ter sido fechada. Segundo reporta o portal SammyGuru, as compilações de firmware da One UI 8.5 que terminam em "ZAD" deixaram de responder aos comandos ADB no modo de recuperação. Ao tentar realizar o processo habitual, o sistema simplesmente não reconhece o dispositivo, devolvendo a mensagem de erro "no devices/emulators found" (nenhum dispositivo/emulador encontrado).
Isto significa que, para quem estiver a utilizar estas versões mais recentes, a única forma de atualizar o sistema será através do método oficial "Over-the-Air" (OTA), ou seja, aguardando que a notificação chegue automaticamente via Wi-Fi. Esta medida coloca o controlo da distribuição do software inteiramente nas mãos da Samsung, impedindo que os utilizadores "saltem a fila".

Odin mantém-se como alternativa de reparação
Apesar desta restrição no ADB, nem tudo são más notícias para a manutenção dos equipamentos. A ferramenta oficial Odin continua a funcionar plenamente, permitindo a instalação de firmware completo para fins de recuperação ou reparação de problemas graves no sistema. A mudança afeta especificamente a instalação manual de pacotes de atualização incremental via linha de comandos.
A motivação por trás desta alteração não foi oficialmente confirmada, mas especula-se que seja uma medida de segurança para evitar a propagação massiva de versões de teste ou instáveis que possam causar problemas aos utilizadores menos experientes.
Ainda que esta limitação possa frustrar quem gosta de ter sempre a versão mais recente no minuto em que o ficheiro aparece online, a situação é menos drástica do que as políticas recentes de outras marcas. Fabricantes como a OnePlus e a Xiaomi têm implementado barreiras muito mais agressivas, dificultando ou impedindo totalmente o desbloqueio do bootloader, o que restringe severamente a instalação de ROMs personalizadas e a modificação profunda do sistema.












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