
Após quase seis anos no mercado, o Volkswagen ID.4 prepara-se para uma mudança radical. Lançado originalmente em 2020, este elétrico vai receber uma profunda renovação visual e, mais importante, um novo nome: ID. Tiguan. A mudança, prevista para acontecer ainda este ano com a estreia do modelo revisto de 2026, marca o afastamento da marca alemã da nomenclatura numérica para os seus veículos a bateria.
A informação foi confirmada pelo sindicato alemão IG Metall durante uma conferência de imprensa na fábrica de Emden, responsável pela montagem do modelo para a Europa, conforme reportado pela Automotive News. Embora a fabricante tenha recusado comentar as declarações, a estratégia parece clara: os dias dos nomes puramente numéricos como ID.3 e ID.4 estão contados, dando lugar à integração das designações dos modelos a combustão na gama elétrica.
O fim dos números e o regresso do bom senso
O ID.4 não vai desaparecer das linhas de produção tão cedo – a produção do renomeado ID. Tiguan está garantida na Europa até ao final de 2031 –, mas a filosofia de design mudou. O primeiro modelo a receber este novo tratamento é o ID. Polo (originalmente previsto como ID.2), e o ID.4 seguirá o exemplo ao adotar a identidade ID. Tiguan.
No entanto, a grande novidade não se fica pelo nome. O novo crossover elétrico vai estrear um interior renovado que promete corrigir as principais queixas dos utilizadores: a interface de utilizador. O habitáculo passará a contar com botões físicos reais para os vidros elétricos e sistema de climatização, bem como um mostrador tradicional para o controlo do volume de áudio.
Esta alteração marca o fim da era dos botões capacitivos sob o ecrã tátil e dos frustrantes sliders de toque para a temperatura e volume, que deverão ser abandonados quando o ID. Tiguan chegar ao mercado. Andreas Mindt, chefe de design da Volkswagen, foi perentório sobre esta mudança no ano passado, afirmando: "Os botões estarão em todos os carros que fizermos daqui para a frente. Nunca, jamais, cometeremos este erro novamente. No volante, teremos botões físicos. Honestamente, é um carro. Não é um telemóvel".
Um visual familiar para conquistar vendas
Para além do interior, o crossover elétrico receberá uma atualização exterior abrangente, adotando um visual que se assemelha ao do Tiguan a combustão. Embora esta aproximação a um design mais genérico possa não agradar a todos, os números de vendas justificam a aposta. No ano passado, o Tiguan foi o modelo mais vendido da marca nos EUA, com 78.621 unidades, contra as 22.373 unidades do ID.4.
Ainda não foram reveladas as especificações de bateria e carregamento para o novo ID. Tiguan. Como referência, o modelo atual do ID.4 de 2026 oferece uma autonomia de até 468 km (291 milhas) com uma carga completa, graças à sua bateria de 82 kWh.












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