
A interface do sistema operativo móvel mais utilizado do mundo poderá estar prestes a sofrer uma das suas maiores transformações estéticas dos últimos anos. Após a concorrência ter apostado forte no efeito "Liquid Glass" com o lançamento do iOS 26, tudo indica que a gigante de Mountain View prepara uma resposta à altura para o Android 17, introduzindo uma linguagem de design focada na profundidade, no desfoque e nas transparências.
Esta mudança representa uma evolução significativa do "Material 3 Expressive", a linguagem visual que foi introduzida em 2025, e sugere que a Google pretende modernizar o sistema sem perder a sua identidade característica.
O adeus às cores sólidas
A grande novidade desta atualização visual reside na substituição dos tradicionais fundos sólidos e opacos por painéis translúcidos. De acordo com informações partilhadas pelo Android Police, imagens de uma versão interna do sistema operativo revelam que menus, notificações e outros elementos da interface passarão a deixar transparecer, de forma subtil, o conteúdo que se encontra em segundo plano.
Um dos exemplos mais evidentes desta nova filosofia encontra-se na barra de volume. O novo design adota um formato de pílula com um painel translúcido, permitindo que o papel de parede e os ícones do ecrã inicial permaneçam visíveis, embora desfocados. Este efeito é acompanhado por uma tonalidade dinâmica de cores, mantendo a coerência com o sistema de personalização que a marca tem vindo a aperfeiçoar. Esta abordagem visual deverá estender-se a outros componentes críticos, como o menu de energia, criando uma sensação de maior profundidade e camadas na navegação.
O preço da modernidade no hardware
Apesar da comparação inevitável com a estética adotada pela Apple, a abordagem prevista para o ecossistema Android aparenta ser ligeiramente mais discreta, assemelhando-se ao efeito de desfoque que já pode ser encontrado no painel de notificações e nas Definições Rápidas do Android 16. O objetivo parece ser uma evolução natural e não uma reinvenção total que possa alienar os utilizadores atuais.
No entanto, a introdução de efeitos de desfoque em tempo real ("blur") acarreta custos em termos de processamento. A renderização destes efeitos gráficos é mais exigente para o hardware do que a apresentação de cores sólidas, o que levanta questões sobre o desempenho em dispositivos mais antigos, nomeadamente nas gerações anteriores da linha Pixel. A expectativa é que o sistema inclua otimizações para mitigar este impacto e, crucialmente, opções de acessibilidade que permitam aos utilizadores reduzir ou desativar estes efeitos visuais caso prefiram a performance pura à estética.












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