
A febre da Inteligência Artificial continua a transformar o panorama tecnológico global, e desta vez é o Pinterest que anuncia mudanças drásticas na sua estrutura. A empresa confirmou que vai reduzir a sua força de trabalho e diminuir o espaço de escritórios, numa manobra estratégica para libertar recursos e investi-los no desenvolvimento de tecnologias de IA.
Menos trabalhadores, mais tecnologia
De acordo com as informações divulgadas, o plano de reestruturação deverá afetar "menos de 15%" dos atuais funcionários da empresa. Tendo em conta que o Pinterest contava com 4.666 colaboradores a tempo inteiro no final de 2024, estima-se que cerca de 700 pessoas vejam os seus postos de trabalho eliminados com esta medida.
O processo não será imediato, com a empresa a indicar que os despedimentos deverão estar totalmente concluídos até ao dia 30 de setembro de 2026. Esta decisão reflete uma tendência crescente no setor, onde grandes nomes da tecnologia estão a substituir cargos tradicionais por sistemas automatizados e equipas focadas no desenvolvimento de algoritmos avançados.
Custos da transformação
A justificação para este corte prende-se com três "iniciativas de transformação" principais delineadas pela empresa: realocar recursos para equipas focadas em IA que impulsionem a sua adoção, priorizar produtos potenciados por esta tecnologia e acelerar a transformação das suas vendas e abordagem ao mercado.
Contudo, esta mudança de rumo não sai barata. O Pinterest prevê incorrer em encargos de reestruturação antes de impostos que rondam os 35 a 45 milhões de dólares (aproximadamente 32 a 41 milhões de euros), conforme detalhado no documento regulatório submetido na terça-feira. Estes valores cobrem indemnizações e outros custos associados à redução de pessoal e de infraestruturas físicas, mostrando que a empresa está disposta a pagar um preço elevado agora para tentar garantir a sua relevância no futuro digital.










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