1. TugaTech » Internet e Redes » Noticias da Internet e Mercados
  Login     Registar    |                      
Siga-nos

bandeira de espanha

Quem esperava que o início de 2026 trouxesse uma vida facilitada para a compra de automóveis elétricos em Espanha, deparou-se com um obstáculo burocrático de última hora. O governo espanhol está a reestruturar os seus incentivos à mobilidade elétrica, mas a publicação das regras está atrasada. O motivo? O Ministério da Economia quer copiar a estratégia de França e implementar um cálculo da pegada carbónica que, na prática, serve para bloquear a entrada de veículos fabricados na China.

Segundo avança o portal Foro Coches Eléctricos, a intenção de proteger a indústria europeia está a criar um vazio de financiamento que preocupa o setor, temendo-se uma estagnação nas vendas num momento crucial para a transição energética.

Plan Auto+: O sucessor centralizado do Moves

O novo programa, batizado de "Plan Auto+", surge como o pilar central da estratégia "España Auto 2030". A grande novidade para 2026 é a mudança na gestão dos fundos: ao contrário do antigo programa Moves III, que era gerido pelas comunidades autónomas e ficou famoso pelos atrasos nos pagamentos (alguns condutores esperaram dois anos pelo dinheiro), o novo plano será gerido diretamente pelo governo central.

O objetivo é agilizar o processo e garantir que os 400 milhões de euros destinados a subsídios diretos cheguem rapidamente às famílias. A este valor somam-se 300 milhões para a infraestrutura de carregamento ("Moves Corredores") e 580 milhões para o programa industrial PERTE, focado na produção de veículos e baterias.

No entanto, o que deveria ter entrado em vigor na passagem de ano continua sem critérios definidos. A "culpa" reside na tentativa de introduzir, à última hora, um sistema de pontuação ambiental. Tal como acontece em França, este sistema avalia as emissões de todo o ciclo de vida do carro, incluindo o fabrico e o transporte. Como o transporte de longa distância pesa na balança, os modelos vindos da Ásia ficam automaticamente em desvantagem, favorecendo a produção local e europeia.

Ameaça de estagnação e o exemplo alemão

Esta indefinição está a deixar o mercado nervoso. O setor automóvel espanhol, que representa quase 10% do PIB e é o segundo maior fabricante da Europa, precisa destes incentivos para democratizar o acesso aos elétricos. O primeiro-ministro Pedro Sánchez reafirmou o compromisso de ter carros elétricos abaixo dos 25.000 euros, mas sem as regras publicadas, os consumidores adiam a compra.

Curiosamente, a Alemanha seguiu um caminho ligeiramente diferente, mas com preocupações semelhantes. O seu novo incentivo, retroativo a 1 de janeiro de 2026, abrange para já todos os modelos, mas o governo alemão já avisou que está a estudar a inclusão de regras de preferência europeia num futuro próximo.

Espanha tem um interesse particular nesta proteção, uma vez que se está a afirmar como o "hub" de produção para a nova família de pequenos elétricos da Volkswagen. Garantir que os subsídios nacionais beneficiam estes veículos, e não os importados, é uma prioridade económica, mesmo que isso signifique um arranque de ano mais lento para as vendas.

Resta agora saber quando é que o Ministério da Economia dará luz verde aos critérios finais, desbloqueando o mercado dos carros elétricos no país vizinho e permitindo que os consumidores saibam, afinal, com o que podem contar.

Foto do Autor

Aficionado por tecnologia desde o tempo dos sistemas a preto e branco

Ver perfil do usuário Enviar uma mensagem privada Enviar um email Facebook do autor Twitter do autor Skype do autor

conectado
Encontrou algum erro neste artigo?



Aplicações do TugaTechAplicações TugaTechDiscord do TugaTechDiscord do TugaTechRSS TugaTechRSS do TugaTechSpeedtest TugaTechSpeedtest TugatechHost TugaTechHost TugaTech