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motor elétrico

O arranque de 2026 não está a ser fácil para a indústria automóvel na China, e as repercussões podem vir a sentir-se no bolso dos consumidores. O setor dos veículos elétricos (VE), que até agora parecia imparável, enfrenta uma convergência de fatores negativos que ameaçam travar o seu crescimento explosivo: o fim dos incentivos estatais, novos impostos e, crucialmente, um aumento abrupto no custo das matérias-primas e componentes tecnológicos.

Segundo uma análise recente da equipa da UBS, liderada por Paul Gong, os fabricantes estão a braços com um dilema financeiro complexo. A estimativa aponta para que o custo de produção de um veículo elétrico de tamanho médio aumente entre 4.000 a 7.000 RMB (aproximadamente entre 530 a 930 euros). Esta pressão inflacionária coloca as marcas numa posição delicada: absorver os custos e ver as margens de lucro desaparecer, ou passar a fatura ao cliente final e arriscar perder vendas num mercado já saturado.

O custo invisível da Inteligência Artificial

Embora o aumento do preço dos metais fosse, até certo ponto, esperado, há um novo "vilão" nesta equação: a Inteligência Artificial. A explosão da procura por soluções de IA criou uma escassez global de chips de memória, essenciais tanto para treinar modelos de linguagem como para operar os sistemas de infoentretenimento e condução autónoma dos carros modernos.

A UBS destaca que o custo dos chips DRAM para um veículo moderno, que oscilava habitualmente entre os 25 e os 150 dólares, sofreu um agravamento brutal. Os preços "spot" destas memórias dispararam cerca de 180% nos últimos três meses. Contas feitas, isto traduz-se num custo adicional de cerca de 1.300 RMB (quase 170 euros) apenas em memória RAM por veículo.

Para além da tecnologia, a componente física também pesa. O preço da bateria é diretamente afetado pela subida do carbonato de lítio, que aumentou cerca de 80% nos últimos dois meses. A isto soma-se o encarecimento do alumínio e do cobre, materiais vitais para a construção de qualquer elétrico.

Margens de lucro em perigo

A situação é corroborada pelos líderes da indústria. William Li, CEO da NIO, confirmou recentemente que o aumento dos custos das matérias-primas e dos chips de memória representa um desafio significativo para todo o setor este ano. Li salientou ainda que os fabricantes de automóveis estão agora numa competição direta por recursos com os gigantes da tecnologia e centros de dados de IA.

Historicamente, quando os custos sobem de forma generalizada, as marcas tendem a aumentar os preços ao consumidor. No entanto, o cenário atual é único: com a retirada dos subsídios e a introdução de um imposto de compra de 5% em janeiro de 2026, a procura por elétricos na China já está fragilizada.

A análise da UBS, citada pelo CnEVPost, sugere que se as marcas tentarem absorver integralmente estes custos para manter os preços competitivos, as suas margens de lucro poderão ser completamente erodidas. Por enquanto, a recomendação dos analistas para o setor é de cautela, antevendo tempos desafiantes para uma indústria habituada a crescimentos recorde.




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