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UpScrolled

A ascensão meteórica da UpScrolled, a rede social que captou a atenção dos utilizadores após as mudanças na propriedade do TikTok nos Estados Unidos, está a embater numa parede crítica: a incapacidade de controlar o que é publicado na sua plataforma. Com um crescimento explosivo que ultrapassou os 2,5 milhões de utilizadores em janeiro e mais de 4 milhões de downloads desde junho de 2025, a aplicação enfrenta agora acusações graves de permitir a proliferação de discurso de ódio e conteúdos extremistas.

Uma moderação que não acompanha o crescimento

O cenário descrito é preocupante para qualquer plataforma que almeje tornar-se uma alternativa viável no mercado das redes sociais. Segundo uma investigação detalhada do TechCrunch, a UpScrolled está a falhar na remoção de nomes de utilizador e hashtags que contêm insultos raciais explícitos.

Apesar de a aplicação, fundada em 2025, afirmar nos seus termos de serviço que restringe conteúdos que envolvam "discurso de ódio" ou "assédio", a realidade prática é bem distinta. Foram identificados nomes de utilizador que incorporam insultos raciais, alguns combinados com outras palavras e outros contendo frases de ódio direto, como "Glória a Hitler". O problema estende-se para além dos nomes de perfil, afetando também as hashtags e o texto que acompanha vídeos e fotografias.

A gravidade da situação aumenta com a ineficácia da resposta da empresa. Mesmo após denúncias enviadas para o email público da UpScrolled e o envio de capturas de ecrã a comprovar as violações, muitas das contas problemáticas permaneceram online dias depois. A ADL (Anti-Defamation League) também soou o alarme, notando que a plataforma se estava a tornar um refúgio para conteúdo antissemita e extremista, incluindo material relacionado com organizações terroristas como o Hamas.

A resposta do fundador e o futuro

Este tipo de "dores de crescimento" não é inédito no mundo tecnológico. Plataformas como a Bluesky enfrentaram desafios semelhantes em julho de 2023, quando um afluxo repentino de utilizadores testou os limites dos seus sistemas de moderação. No entanto, a escala e a natureza do conteúdo na UpScrolled colocam uma pressão imediata sobre a liderança da empresa.

Em resposta à controvérsia, a empresa alegou estar a "rever e remover ativamente conteúdo inapropriado", aconselhando os utilizadores a não interagirem com atores de má-fé. Contudo, a admissão mais direta do problema chegou através de Issam Hijazi. O fundador da UpScrolled confirmou que os utilizadores têm carregado "conteúdo prejudicial" que viola os termos de serviço, conforme detalhado num vídeo publicado no X.

Hijazi afirmou que a empresa está a expandir rapidamente a sua equipa de moderação de conteúdo e a atualizar a infraestrutura tecnológica para detetar e remover estas publicações de forma mais eficaz. Resta saber se estas medidas chegarão a tempo de evitar que a reputação da UpScrolled fique irremediavelmente manchada, numa altura em que tenta consolidar-se como um espaço onde "todas as vozes têm poder igual".

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