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bandeira da união europeia

O Parlamento Europeu enviou um correio eletrónico aos legisladores e respetivas equipas nesta segunda-feira, anunciando a desativação das funcionalidades integradas de inteligência artificial nos equipamentos corporativos. A decisão foi tomada devido a receios de vulnerabilidades relacionadas com a cibersegurança e a proteção de dados.

O perigo invisível na nuvem

A comunicação oficial alertou que alguns destes assistentes utilizam serviços na nuvem para executar tarefas que o próprio equipamento local seria perfeitamente capaz de processar. Como estas ferramentas continuam a evoluir e a chegar a cada vez mais dispositivos, a verdadeira dimensão da informação partilhada com os fornecedores de serviços ainda está a ser avaliada. Até que a situação seja totalmente esclarecida, a instituição considera que a opção mais segura é manter estas funções desligadas.

Os legisladores foram também aconselhados a aplicar precauções semelhantes nos seus equipamentos pessoais, especialmente se os utilizarem para fins profissionais. O aviso sublinhou a importância de não permitir que documentos de trabalho ou comunicações privadas sejam analisados por ferramentas de inteligência artificial, recomendando ainda cautela na instalação de aplicações de terceiros e na concessão de permissões de acesso.

Numa declaração partilhada com o POLITICO, o serviço de imprensa confirmou que monitoriza constantemente as ameaças informáticas e aplica rapidamente as medidas necessárias para as prevenir. No entanto, a publicação nota que o Parlamento Europeu se recusou a clarificar quais as funções específicas que foram desativadas ou sequer os sistemas operativos utilizados nos equipamentos de trabalho, justificando a recusa com a natureza sensível da informação.

Um histórico de incidentes governamentais

O bloqueio destas ferramentas em sistemas governamentais não é uma novidade. No ano passado, a utilização do DeepSeek foi proibida em equipamentos estatais em vários países, incluindo Taiwan, os Estados Unidos e a Austrália, sempre com a segurança nacional como principal justificação.

Os receios têm fundamento em casos práticos. No verão passado, Madhu Gottumukkala, diretor interino da agência de cibersegurança norte-americana, foi apanhado a carregar documentos sensíveis para a versão pública do ChatGPT. O incidente foi detetado pelos próprios sensores de segurança da agência em agosto de 2025, o que desencadeou uma investigação. Embora os documentos não fossem confidenciais, estavam marcados como sendo de uso exclusivamente oficial e continham informações sensíveis sobre contratos governamentais.

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