
O University of Mississippi Medical Center encerrou todas as suas clínicas a nível estatal na quinta-feira, na sequência de um ataque de ransomware. O incidente paralisou grande parte da infraestrutura tecnológica da instituição.
O centro médico é um dos maiores empregadores do estado, contando com mais de 10.000 funcionários e gerindo sete hospitais, 35 clínicas e mais de 200 locais de telemedicina. A estrutura alberga o único hospital infantil da região, o único centro de trauma de Nível I e programas exclusivos de transplante de órgãos e medula óssea.
Impacto nos sistemas e cancelamento de serviços
O ataque informático desativou múltiplos sistemas da instituição e bloqueou o acesso aos registos médicos eletrónicos Epic. Como consequência direta, as cirurgias em ambulatório, procedimentos não urgentes e consultas de imagiologia foram cancelados. A página oficial da instituição na internet também ficou inacessível.
Apesar da gravidade da situação, os responsáveis garantem que os serviços hospitalares continuam a funcionar através de procedimentos manuais estipulados para períodos de inatividade. A instituição ativou o seu plano de operações de emergência e encerrou todas as redes de forma preventiva para realizar avaliações de risco antes de restaurar as ligações. As aulas presenciais para os estudantes mantêm-se a decorrer com normalidade.
Investigação em curso e contacto com os criminosos
As autoridades norte-americanas, incluindo a Cybersecurity and Infrastructure Security Agency, o FBI e o Departamento de Segurança Interna, estão a auxiliar a instituição na investigação e na determinação dos próximos passos a tomar.
Durante uma conferência de imprensa, os responsáveis do hospital confirmaram que os autores do crime já estabeleceram contacto. Embora nenhum grupo de cibercriminosos tenha reivindicado publicamente a autoria do incidente, a comunicação direta indica que o processo de extorsão está em andamento. Nestas situações, existe também a forte possibilidade de os dados da instituição terem sido roubados para servirem como ferramenta de pressão adicional, conforme indicam os detalhes partilhados pelo UMMC.
A direção médica reforça que todos os equipamentos vitais estão operacionais e que os pacientes internados e nas urgências continuam a receber os cuidados necessários de forma segura, não existindo impacto direto no atendimento resultante desta falha tecnológica.












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