
O ISQ assumiu um papel de destaque no projeto europeu AILEEN, uma iniciativa que tem como principal objetivo reforçar a formação avançada nos setores da defesa e aeroespacial. Numa altura em que a Europa enfrenta uma escassez estimada em cerca de 50 mil profissionais qualificados nestas áreas, o projeto surge como uma resposta direta e estruturante às novas necessidades da indústria.
A rápida evolução de processos produtivos, impulsionada pela transição sustentável e digital, está a mudar radicalmente os perfis exigidos pelas empresas. Inovações como a soldadura avançada e o fabrico aditivo estão no centro desta profunda transformação tecnológica.
O papel crucial do fabrico aditivo
O fabrico aditivo assume um protagonismo evidente nesta iniciativa. Esta tecnologia tem a capacidade de produzir componentes altamente complexos de forma muito mais eficiente. Ao mesmo tempo, permite reduzir de forma drástica o desperdício de material e o consumo energético, fatores que são vitais para setores com exigências extremas como a aeronáutica e a defesa.
Para além das evidentes vantagens ecológicas, este método de produção abre portas à otimização estrutural e à personalização de peças, garantindo simultaneamente prazos de desenvolvimento bastante mais curtos. Tudo isto traduz-se num aumento significativo da competitividade da indústria no espaço europeu.
Portugal na linha da frente da inovação
Para enfrentar estes desafios, o projeto AILEEN está a criar uma rede transnacional composta por seis Centros de Excelência Vocacional espalhados por vários países. O objetivo é assegurar que a formação técnica obedece a uma metodologia rigorosa e está totalmente alinhada com as necessidades reais do mercado.
Em Portugal, a coordenação do centro nacional fica a cargo do ISQ, que atua em estreita parceria com a FAN3D, uma entidade especializada em engenharia mecânica e manufatura avançada. Esta aliança junta a vasta experiência do ISQ na certificação de pessoas, formação técnica e investigação aplicada com o conhecimento prático da FAN3D. Esta colaboração coloca o nosso país como uma verdadeira referência europeia no reforço da autonomia industrial e tecnológica.
Como parte desta estratégia global, estão a ser desenvolvidas e atualizadas novas unidades de competência que juntam conhecimentos técnicos avançados a aptidões verdes e digitais. A aposta recai em metodologias de aprendizagem centradas no formando, como o Problem-Based Learning e o Work-Based Learning, ligando de forma direta a investigação aplicada às instituições de ensino superior e às próprias empresas.












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