
A International Data Corporation avançou com uma previsão que não vai agradar a quem procura atualizar o telemóvel este ano. O mercado global de smartphones deverá sofrer uma quebra acentuada de 13% durante o ano de 2026, motivada por uma grave escassez de chips de memória, conforme detalhado no relatório oficial da International Data Corporation.
Esta análise de mercado revela que a escalada nos preços das memórias DRAM e NAND flash está a forçar os fabricantes a alterar os calendários de produção, o que se traduz num aumento direto dos custos para o consumidor final. Marcas de peso como a Xiaomi e a POCO já sentem o impacto nas suas cadeias de abastecimento, sinalizando que os entusiastas de tecnologia devem preparar-se para ajustes profundos no mercado já a partir deste trimestre.
Escassez de componentes afunda envios globais
O cenário para o primeiro trimestre de 2026 apresenta-se bastante desafiante, com a previsão a apontar para uma queda de 6,8% nos envios face ao período homólogo. As pequenas e médias empresas do setor enfrentam dificuldades acrescidas para garantir os componentes de memória necessários para as suas linhas de montagem. Como consequência desta dinâmica, o preço médio de venda ao público sobe, enquanto a procura global enfraquece gradualmente.
No cômputo geral do ano fiscal de 2026, os envios totais de telemóveis vão recuar 12,9% à escala mundial. Curiosamente, a receita da indústria sofre apenas uma ligeira contração de 0,5%, uma vez que a inflação nos preços dos equipamentos acaba por compensar o menor volume de vendas físicas. A recuperação deste setor está projetada de forma moderada para 2027, com os analistas a apontarem para um crescimento sólido de 5,2% na fase de retoma agendada para 2028.
Aumento de preços confirmado para os próximos meses
A própria fabricante asiática já veio confirmar de forma oficial estas previsões do mercado. O aumento dos custos de memória a montante reflete-se inevitavelmente nas despesas de fabrico de todo o ecossistema da marca. Embora estas novas estruturas de preços entrem em vigor primeiramente no mercado chinês, os consumidores internacionais vão sentir a diferença nas carteiras à medida que os equipamentos forem lançados globalmente nos próximos meses.
Na prática, os modelos topo de gama padrão vão exigir um esforço financeiro adicional que deverá variar entre os 39 e os 130 euros pelo exato mesmo hardware das gerações anteriores. As versões com maior capacidade de armazenamento, como as de 512 GB ou 1 TB, são as mais afetadas, enfrentando agravamentos de custo que podem chegar aos 260 euros.
Face a este panorama, a recomendação incide sobre a aquisição de modelos já consolidados no mercado, como o atual modelo 15T Pro, evitando esperar pelos lançamentos futuros para contornar esta vaga de encarecimento. Os consumidores que planeiam trocar de equipamento devem assim antecipar as suas decisões de compra antes que os ajustes previstos para março se instalem definitivamente à escala global.












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