
A fabricante sul-coreana decidiu colocar um ponto final na produção dos chips de memória LPDDR4 e LPDDR4X após quase uma década no mercado. De acordo com a informação avançada pelo The Elec, a medida foca-se na maximização dos lucros através do fornecimento exclusivo das mais recentes memórias LPDDR5 e LPDDR5X. Esta alteração na linha de produção deixa as empresas do setor com poucas alternativas e agrava a crise atual da falta de componentes no mercado tecnológico.
Impacto nas fabricantes e o custo para os consumidores
Marcas responsáveis pelo fabrico de processadores como a Qualcomm e a MediaTek são assim obrigadas a rever a sua estratégia a longo prazo. Os clientes que já tinham encomendas confirmadas para o padrão mais antigo ainda vão receber o material de forma normal, mas os novos pedidos serão liminarmente recusados pela fabricante.
A única solução passa pela adoção forçada do padrão LPDDR5, o que torna os telemóveis mais rápidos, mas inevitavelmente mais caros para a carteira de quem os compra. Até mesmo os processadores Exynos da divisão móvel da própria Samsung vão ter de dar o salto para a nova geração, encarecendo a produção interna.
O caso peculiar do Galaxy A17
Esta reestruturação cria uma situação invulgar no segmento dos dispositivos de gama média. Equipamentos como o Galaxy A17, originalmente produzidos com memória LPDDR4X, vão passar a integrar os novos módulos LPDDR5 nas unidades que saírem agora das fábricas. O resultado traduz-se numa maior largura de banda e fluidez, mas dita também um aumento do preço final nas lojas.
Quem já possui o telemóvel fica com uma versão ligeiramente mais lenta em mãos, enquanto os novos compradores terão acesso a memória superior, mas pagando um valor mais alto por praticamente o mesmo equipamento. Todo este cenário reflete a elevada procura gerada pelo desenvolvimento da inteligência artificial, que continua a absorver a maior parte da oferta mundial de memória e deixa os restantes setores a lutar pelos componentes que sobram.












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