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O governo britânico decidiu adiar a implementação de novas regras que pretendiam clarificar como os conteúdos protegidos por direitos de autor podem ser utilizados para treinar algoritmos de inteligência artificial. Em causa está um projeto de lei controverso que daria luz verde a gigantes como a Google e a OpenAI para alimentarem os seus modelos com materiais protegidos sem o consentimento prévio dos autores.

De acordo com informações partilhadas pelo Financial Times, as consultas públicas realizadas nos últimos dois meses mostraram que nenhuma das propostas do governo foi bem recebida pelas partes interessadas. Como resultado, não existe a expectativa de que esta lei seja incluída no discurso do rei previsto para maio deste ano, obrigando os ministros a explorar outras opções para o setor.

Artistas e criadores em pé de guerra

A grande discórdia reside no facto de o parlamento britânico e as grandes empresas tecnológicas defenderem um modelo de exclusão voluntária (opt-out). Por outras palavras, caberia aos autores o trabalho de declarar formalmente que não autorizam o uso dos seus materiais no treino de sistemas de inteligência artificial. No entanto, editoras, músicos e cineastas afirmam que esta abordagem é impraticável e representa uma ameaça existencial para as indústrias criativas do país.

Figuras de peso como Paul McCartney e Elton John já fizeram ouvir a sua voz contra estas medidas. Enquanto McCartney alerta que, embora a tecnologia tenha a sua utilidade, não pode servir para explorar os criadores, Elton John foi ainda mais direto nas críticas à gestão governamental. Vários artistas chegaram mesmo a lançar um álbum silencioso para sensibilizar o público sobre o impacto do roubo de propriedade intelectual por parte das ferramentas automatizadas.

A luta pela transparência na formação da IA

Existe atualmente um braço de ferro entre as diferentes câmaras do parlamento no que toca à proteção dos criadores. A House of Lords chegou a propor uma alteração que obrigaria as tecnológicas a revelar quais as obras protegidas que foram efetivamente usadas no desenvolvimento dos seus modelos. Contudo, esta medida de transparência acabou por ser bloqueada pela House of Commons em maio do ano passado.

A baronesa Beeban Kidron sublinhou que os criadores reconhecem o valor económico da tecnologia, mas recusam a ideia de serem obrigados a construir estas ferramentas de forma gratuita com o seu próprio trabalho, apenas para depois terem de as alugar a quem os plagiou. Perante este cenário de forte oposição, o Reino Unido prefere agora recuar e analisar alternativas que garantam a sobrevivência das indústrias criativas sem travar o crescimento tecnológico.

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