
A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) deu um passo inédito ao emitir a primeira licença comercial de reentrada espacial em território nacional. Esta autorização permite que uma nave regresse de forma controlada a uma área sob jurisdição portuguesa, marcando um novo capítulo na exploração aeroespacial do país.
Um marco histórico para o setor privado
A licença, com a referência ANACOM-09/2026-AE, foi atribuída à empresa ATMOS Space Cargo, que fica assim autorizada a avançar com a fase de retorno da sua missão PHOENIX 2.1. O planeamento aponta para que a operação aconteça durante a segunda metade do ano. O veículo fará a sua viagem de regresso desde a órbita terrestre baixa até uma zona designada no Atlântico Norte, localizada nas imediações da ilha de Santa Maria, no arquipélago dos Açores.
Mais do que uma simples autorização para a travessia da atmosfera, este licenciamento cobre também todas as fases críticas de amaragem e a posterior recuperação marítima da cápsula, tarefas que ficarão a cargo da própria empresa. Ao contrário das habituais quedas de destroços ou manobras para eliminar estágios de foguetões, trata-se de uma operação precisa e focada na reutilização do equipamento.
O papel de Portugal na exploração espacial
Com a aprovação desta deliberação pelo Conselho de Administração, ao abrigo da legislação nacional do Espaço, Portugal passa a dispor de um enquadramento regulatório comprovado para a execução de operações completas de regresso e recuperação de veículos comerciais. Este avanço cimenta a posição do país como um elemento fundamental na regulação europeia das atividades espaciais conduzidas por entidades privadas.
As datas exatas para o lançamento, os perfis detalhados de voo e as métricas técnicas para o resgate da nave serão estipulados numa fase seguinte, exigindo uma articulação estreita com as autoridades aeronáuticas e marítimas competentes, conforme detalhado no comunicado da ATMOS Space Cargo.












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