
A OpenAI acaba de anunciar um salto significativo na evolução do ChatGPT com o lançamento do GPT-5.4. Esta nova iteração do modelo de inteligência artificial expande o seu contexto para mais de 1 milhão de tokens, o que representa multiplicar por quatro a capacidade das versões anteriores que processavam cerca de 256.000 tokens.
Mais contexto e precisão reforçada
O grande destaque desta atualização vai diretamente para a janela de contexto. Com capacidade para lidar com 1 milhão de tokens numa única sessão, a plataforma permite agora analisar documentos massivos, rever grandes bases de dados, avaliar repositórios de código completos ou manter conversas extremamente longas sem perder o fio à meada. Esta expansão de memória altera o cenário de mercado no uso profissional, colocando pressão sobre rivais como a Google, com o Gemini 3.1 Pro, e a Anthropic.
A precisão do sistema também melhorou de forma assinalável. O GPT-5.4 apresenta uma diminuição de 33% nas afirmações incorretas face à geração 5.3 anterior e regista menos 18% de respostas erradas em tarefas de elevada complexidade. Nos sistemas de pesquisa web integrados, o modelo melhora o seu desempenho em 17 pontos percentuais, entregando resultados e respostas mais precisas através de consultas externas à internet.
Além disso, nos testes de produtividade que simulam tarefas reais de escritório e análise profissional, o modelo atinge até 83% de desempenho equiparável ao humano em funções de interpretação de dados, análise de relatórios ou resolução de problemas técnicos.
A inteligência artificial assume o rato e o teclado
Outra novidade que capta as atenções é a capacidade do GPT-5.4 interagir com um computador. O sistema consegue interpretar o que está no ecrã, lidar com interfaces gráficas, mover o cursor, fazer cliques e preencher campos de texto para concluir ações específicas.
Contudo, para executar estas tarefas no PC, a plataforma necessita de recorrer a software de terceiros. Ferramentas como o Open Interpreter, AutoGPT, Agent Frameworks ou PyAutoGUI são o motor necessário para que o assistente assuma as operações da máquina. Nos testes de utilização em ambiente desktop, como o benchmark OSWorld, a ferramenta alcançou uma taxa de sucesso de 75% em tarefas informáticas reais.
O novo modelo deixa assim de ser apenas um sistema focado em respostas textuais para dar os primeiros passos como um assistente digital capaz de executar tarefas autónomas completas, conforme detalhado no comunicado de apresentação da OpenAI.












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