
A integração de assistentes virtuais nos navegadores trouxe novas facilidades, mas também riscos inesperados para a privacidade. Recentemente, foi descoberta uma vulnerabilidade no Gemini integrado no Google Chrome que poderia permitir que extensões maliciosas acedessem a funções internas e espiassem os utilizadores, segundo os dados revelados pelo portal SammyGuru.
O perigo oculto no painel do assistente
O problema central residia na forma como a inteligência artificial comunicava com o resto do sistema. Especialistas de segurança notaram que a interface de assistência e automação servia como uma porta de entrada. Se um utilizador instalasse um complemento comprometido, os atacantes poderiam contornar as restrições habituais do Chrome, alcançando áreas protegidas do navegador.
Com este nível de acesso, o cenário ideal para a espionagem digital estava montado. Uma extensão maliciosa teria a capacidade de monitorizar a atividade do utilizador e até capturar dados sensíveis inseridos durante a navegação diária, dependendo das permissões alcançadas pelos atacantes.
Correção rápida evita danos maiores
Esta situação levanta questões sobre a integração profunda de ferramentas de inteligência artificial em plataformas de uso massivo, onde qualquer brecha pode ter um impacto considerável. Apesar da gravidade da situação, os especialistas alertam que não existem relatos de uma exploração ativa desta vulnerabilidade em larga escala. No entanto, os complementos de origem duvidosa continuam a ser um vetor de ataque frequente.
A resposta da empresa foi rápida e o problema já se encontra resolvido. A gigante das pesquisas lançou atualizações com as correções necessárias para os sistemas operativos Windows e macOS, fechando a falha de segurança de forma definitiva. As versões seguras do navegador são a 143.0.7499.192 e a 143.0.7499.193, pelo que é recomendado garantir que o software se encontra devidamente atualizado.












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