
A Meta está a reforçar a sua inteligência artificial com informações de atualidade, graças a novos acordos com várias publicações internacionais de renome. Conforme detalhado num comunicado da Meta, a empresa juntou-se a gigantes da imprensa para garantir que a sua assistente virtual consegue apresentar notícias de forma mais precisa e atempada aos utilizadores.
Os mais recentes protocolos trazem para o ecossistema da tecnológica nomes de peso do jornalismo europeu. Entre os novos parceiros encontram-se o jornal francês Le Figaro, o grupo espanhol Prisa e o diário alemão Süddeutsche Zeitung. Estas publicações juntam-se à News Corp, que gere várias dezenas de meios de comunicação no Reino Unido. Embora os valores destes novos acordos não tenham sido oficialmente revelados, foi anteriormente noticiado que a parceria com a News Corp poderia rondar os 50 milhões de dólares (cerca de 45 milhões de euros) anuais.
Uma nova abordagem à atualidade informativa
O objetivo destas integrações é facilitar o acesso à informação através da citação e ligação direta para os artigos originais. A Meta sublinha que esta abordagem permite aos utilizadores visitarem os sites dos parceiros para obterem mais detalhes, gerando valor e ajudando as publicações a alcançarem novas audiências.
Curiosamente, esta é uma mudança de direção para a empresa detentora do Facebook, que ao longo dos anos tem tido uma relação bastante conturbada com os meios de comunicação, alternando entre o investimento em formatos de notícias e o desinteresse total por conteúdos jornalísticos.
A pressão para melhorar as respostas
A urgência em competir com os rivais no campo da inteligência artificial parece ter forçado esta reaproximação às fontes de notícias. Historicamente, a assistente virtual da empresa demonstrou dificuldades em lidar com questões factuais simples e da atualidade, como identificar figuras políticas em funções.
Com estas novas parcerias, espera-se que o assistente esteja muito mais capacitado para responder a questões complexas sobre o que se passa no mundo. Resta agora saber qual será o verdadeiro impacto que estas integrações terão no tráfego dos sites de notícias, uma vez que as ferramentas de pesquisa suportadas por inteligência artificial continuam a levantar dúvidas sobre a possível retenção de cliques nas plataformas originais.












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