
A dona da conhecida rede social pode estar prestes a avançar com uma reestruturação drástica na sua força de trabalho. De acordo com informações avançadas pela Reuters, a tecnológica está a considerar efetuar cortes que poderão afetar 20% ou mais de todos os seus colaboradores.
O impacto dos pesados investimentos na inteligência artificial
Esta possível redução de pessoal surge como uma medida para ajudar a equilibrar as contas face aos gastos avultados que a Meta tem feito na sua infraestrutura. Além do hardware necessário para treinar modelos avançados, a empresa tem direcionado grande parte do seu orçamento para a contratação de talento especializado e na aquisição de entidades ligadas a este setor.
No final de dezembro, a empresa contabilizava perto de 79.000 trabalhadores, pelo que um corte desta magnitude representaria a saída de mais de 15.000 profissionais. Apesar de os rumores estarem a ganhar força, um porta-voz da organização classificou a notícia como sendo uma "reportagem especulativa sobre abordagens teóricas", não confirmando de forma direta os planos para as rescisões.
Uma tendência que varre a indústria tecnológica
Este cenário não é exclusivo da empresa criadora do Facebook. Várias tecnológicas, incluindo a Block de forma mais recente, têm anunciado vagas de despedimentos, justificando a decisão com a automação crescente de funções laborais.
Contudo, especialistas do setor e até executivos de relevo, como Sam Altman da OpenAI, sugerem que a situação é frequentemente usada como um pretexto. Esta prática, muitas vezes apelidada de "AI-washing", serve em vários casos para mascarar outros problemas internos ou restruturações financeiras, como o excesso de contratações realizado de forma agressiva durante o período da pandemia.
Importa recordar que a última vez que a tecnológica liderada por Mark Zuckerberg efetuou cortes a esta escala foi em novembro de 2022, altura em que dispensou 11.000 trabalhadores, seguindo-se uma nova ronda de 10.000 saídas em março de 2023. Resta agora aguardar para perceber se as contas da empresa vão ditar uma nova vaga de saídas num futuro próximo.












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