
Após várias queixas de que a plataforma se estava a tornar num espaço inundado por conteúdo de baixa qualidade gerado por inteligência artificial, a Meta anunciou um novo conjunto de ferramentas para detetar a falsificação de identidade. Ao mesmo tempo, a empresa atualizou as suas diretrizes para clarificar o que considera ser conteúdo verdadeiramente original no Facebook.
O combate ao conteúdo repetido
No ano passado, a empresa já tinha revelado uma forte ofensiva contra as publicações não originais e o spam, como a reutilização constante de fotografias, vídeos ou textos de terceiros. O objetivo central passa por destacar as publicações dos criadores originais e afastar o conteúdo automatizado que tem prejudicado a reputação da rede social. Esta limpeza é fundamental para o sucesso a longo prazo da plataforma, uma vez que a proliferação de publicações copiadas reduz a capacidade de monetização dos verdadeiros criadores.
Os resultados desta aposta parecem estar a dar frutos. A Meta afirma que o tempo despendido e as visualizações de conteúdo original no Facebook praticamente duplicaram durante a segunda metade de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Além disso, a empresa revelou ter removido 20 milhões de contas falsas no último ano, o que resultou numa queda de 33% nas denúncias de falsificação de identidade direcionadas a grandes criadores.
Novas proteções e regras para os criadores
Atualmente, a plataforma encontra-se a testar melhorias nas suas ferramentas de proteção de conteúdo. As novidades vão permitir aos criadores agir de forma mais rápida quando os seus vídeos curtos são detetados noutras contas da rede social. Através de um painel centralizado, será possível submeter denúncias de forma muito mais simples. Contudo, a ferramenta atual ainda está focada apenas em encontrar conteúdo duplicado, não detetando o uso não autorizado da imagem ou semelhança do criador, uma lacuna que a empresa precisa de resolver no futuro.
A Meta não é a única a lidar com o impacto tecnológico nas comunidades online. Ainda esta semana, o YouTube também anunciou a expansão das suas ferramentas de deteção de vídeos falsos para proteger políticos, figuras públicas e jornalistas.
Como parte desta nova estratégia, as diretrizes de conteúdo do Facebook foram atualizadas para definir exatamente o que significa o termo original. A partir de agora, engloba tudo o que é filmado ou produzido diretamente pelo autor, bem como vídeos que misturam outros conteúdos para apresentar uma nova perspetiva, seja através de análises, discussões ou novas informações. Por outro lado, publicações que apresentem apenas edições menores a trabalhos de terceiros, como a simples adição de bordas ou legendas, não serão consideradas suficientes para diferenciar o conteúdo da sua fonte, acabando por ser despromovidas nos feeds dos utilizadores.












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