
A AMD está pronta para dar o próximo passo no mundo da computação com a apresentação dos Agent Computers. Esta nova visão da empresa foca-se em equipamentos criados especificamente para a execução de agentes de inteligência artificial que operam de forma autónoma. A ideia passa por substituir o conceito tradicional de interação com aplicações isoladas por assistentes que trabalham continuamente em segundo plano, planeando e automatizando tarefas digitais para o utilizador sem necessidade de intervenção constante.
O poder dos novos processadores Ryzen AI Max+
Para tornar esta visão numa realidade diária, a fabricante baseia-se nos seus processadores Ryzen AI Max+. Estes chips foram desenhados com o propósito de suportar as pesadas cargas de trabalho associadas à inteligência artificial moderna. Graças a uma elevada largura de banda de memória e capacidades avançadas de processamento paralelo, estas máquinas conseguem correr modelos de linguagem complexos de forma inteiramente local.
O novo hardware permite manter vários agentes a funcionar em simultâneo, tirando partido de configurações robustas que podem chegar aos 128 GB de memória unificada. Desta forma, o computador deixa de ser apenas uma ferramenta de resposta a comandos diretos para passar a ser uma plataforma proativa de delegação de tarefas.
OpenClaw e a aposta na privacidade local
Como forma de demonstrar o potencial desta nova categoria de computadores, a fabricante partilhou um guia prático sobre como configurar o sistema OpenClaw localmente. O processo recomendado tira partido do subsistema WSL2 no Windows, conjugado com o LM Studio, o formato llama.cpp e embeddings locais que garantem uma memória persistente à inteligência artificial. Segundo a empresa, este ambiente de trabalho completo pode ser configurado em cerca de uma hora.
Esta estratégia local apresenta-se como uma alternativa viável e segura aos modelos atuais baseados na nuvem. Ao evitar a dependência de APIs remotas para processar informação, a execução no próprio hardware garante uma privacidade superior e o controlo absoluto dos dados pelo utilizador. Além de reduzir drasticamente a latência nas respostas dos agentes, esta abordagem elimina as taxas recorrentes associadas aos serviços de inteligência artificial de terceiros.












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