
O setor das telecomunicações está na vanguarda da adoção de tecnologias emergentes, com as ferramentas de inteligência autónoma a assumirem um papel central na reestruturação das operações. Segundo os dados revelados pela KPMG no seu estudo Technology & Telecommunications CEO Outlook de 2025, cerca de 66% das empresas preveem alocar entre 10% e 20% dos seus orçamentos anuais à integração destas soluções para modernizar infraestruturas e serviços, consolidando a maior transformação da última década neste mercado.
O salto para as redes inteligentes
A disrupção tecnológica é atualmente o principal motor de decisão para os executivos da área. De acordo com a análise, 32% dos responsáveis identificam esta mudança contínua como um fator crítico, enquanto 33% apontam a integração de sistemas com inteligência artificial como o elemento mais decisivo. O objetivo passa por criar infraestruturas capazes de tomar decisões sem intervenção humana, prever falhas de rede antes que aconteçam e ajustar ofertas aos clientes em tempo real, redefinindo o modelo de negócio das operadoras tradicionais.
Para atingir este patamar, 67% dos líderes do setor estão a realocar ativamente as suas equipas para funções relacionadas com estas novas ferramentas de automação, um valor que supera os 58% registados na indústria tecnológica em geral. Contudo, o percurso apresenta desafios, com 45% dos executivos a admitirem que a escassez de profissionais qualificados limita a velocidade de adoção e expansão destas plataformas no terreno.
Cibersegurança e sustentabilidade no centro da estratégia
O avanço digital traz consigo um foco redobrado na proteção das operações. A cibersegurança é a principal condicionante das decisões a curto prazo para 39% dos responsáveis das telecomunicações. A necessidade de manter as redes preparadas para enfrentar ameaças modernas obriga a um investimento contínuo em modelos de defesa de dados resilientes contra ataques emergentes.
Em paralelo, as empresas procuram crescer não apenas de forma orgânica, mas também através de fusões e aquisições. O relatório indica que 43% dos líderes demonstram forte interesse em operações de mercado que permitam absorver talento especializado e infraestruturas avançadas. No campo das exigências ambientais e de governação, mais de metade dos executivos prioriza a conformidade regulatória. No entanto, apenas um quarto destes líderes já integra o retorno do investimento em sustentabilidade nas suas decisões financeiras diárias, sinalizando uma margem clara de otimização num setor conhecido pelo seu consumo energético intensivo.
A confiança numa evolução estrutural permanece alta, com 84% dos responsáveis a preverem um retorno positivo destes investimentos num prazo de três anos, confirmando que a automação será o pilar da competitividade das telecomunicações.












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