
A Microsoft decidiu colocar um travão nos seus planos para a instalação automática da aplicação Microsoft 365 Copilot em computadores com Windows localizados fora do Espaço Económico Europeu (EEE). A novidade foi partilhada de forma discreta para os administradores de sistemas, segundo a informação publicada no centro de mensagens da empresa, suspendendo a distribuição em massa que afetaria as máquinas com as aplicações de ambiente de trabalho do Microsoft 365.
A aplicação foi desenhada para integrar o assistente inteligente de forma centralizada nas conhecidas ferramentas de produtividade do pacote, como o Word, Excel e PowerPoint, além de gerir agentes e notas. A distribuição forçada tinha começado no início de dezembro e deveria estar concluída a meio do mesmo mês, conforme os planos anunciados em setembro, onde a tecnológica defendia que a mudança iria simplificar a descoberta e o acesso às capacidades de inteligência artificial.
Planos em pausa sem motivo revelado
Apesar da suspensão, as instalações que já foram efetuadas nos computadores mantêm-se inalteradas e funcionais. Além disso, os administradores de sistemas podem continuar a implementar a aplicação através de métodos manuais enquanto aguardam por mais detalhes, visto que a empresa não revelou o motivo exato para esta paragem. De notar que os clientes situados no Espaço Económico Europeu já se encontravam excluídos desta medida automática.
Caso a distribuição avance novamente no futuro, a ferramenta será adicionada ao menu Iniciar e ativada por defeito. Para as organizações que preferem manter o controlo, a Microsoft disponibiliza uma opção no centro de administração para desmarcar a caixa de instalação automática da aplicação.
Mudança de estratégia e cancelamentos em cima da mesa
Este recuo surge num período de várias mudanças na estratégia de distribuição do assistente. Em finais de setembro de 2025, a fabricante tinha confirmado a integração de agentes no navegador Edge e disponibilizado o Copilot Chat focado no contexto do utilizador para clientes empresariais, a par de um assistente dedicado aos videojogos no Windows 11.
No entanto, a visão inicial pode estar a sofrer ajustes muito mais profundos. Em janeiro, começou a ser testada uma nova política que permite aos gestores de TI desinstalar o assistente dos computadores através do Intune ou do System Center Configuration Manager. Adicionalmente, informações recentes avançadas pelo portal Windows Central sugerem que a tecnológica poderá mesmo cancelar a chegada de várias funcionalidades suportadas por inteligência artificial ao explorador de ficheiros, às notificações e à aplicação de definições, ferramentas que tinham sido inicialmente reveladas por Yusef Mehdi há quase dois anos.












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