
Num lançamento surpresa durante a noite, de acordo com informações da Xiaomi Time, a Xiaomi oficializou a chegada da sua nova família de grandes modelos de inteligência artificial, a série MiMo-V2. Esta nova linha é composta por três vertentes especializadas — MiMo-V2-Pro, MiMo-V2-Omni e MiMo-V2-TTS — e assinala a entrada agressiva da fabricante na "era dos agentes" digitais, prometendo rivalizar diretamente com as principais ofertas da indústria.
Embora as integrações nativas no ecossistema da marca, como no navegador da empresa e no Kingsoft Office, estejam para já limitadas ao mercado chinês, a arquitetura baseada na web permite que os programadores e entusiastas acedam à interface de programação (API) globalmente a partir de agora.
O peso pesado do raciocínio e a compreensão multimodal
O grande destaque vai para o modelo Pro, desenhado para lidar com fluxos de trabalho complexos e de alta intensidade sem necessidade de intervenção humana. Com um impressionante total de um bilião de parâmetros (sendo 42 mil milhões ativados durante a inferência), suporta uma janela de contexto ultralonga de um milhão de tokens. Nos testes da indústria, sob o nome de código Hunter Alpha, alcançou uma pontuação média de 75.7 no rigoroso teste Claw-Eval. Este resultado coloca-o no top três mundial, logo atrás do Claude Opus 4.6 da Anthropic.
Por sua vez, o modelo Omni foca-se na compreensão multimodal sem falhas, processando de forma nativa texto, áudio, vídeo e imagem. Conhecido internamente como Healer Alpha, dominou a tabela do PinchBench e superou gigantes como o Gemini 3 Pro e o Claude Opus 4.6 em áreas críticas como raciocínio de voz e previsão de eventos futuros em vídeo. Para complementar a capacidade de raciocínio, a empresa revelou o MiMo-V2-TTS, um modelo de síntese de voz capaz de reproduzir emoções de forma realista a meio de uma frase, suportando vários dialetos regionais asiáticos com tons precisos.
Acessibilidade e preços agressivos para o mercado global
A estrutura de preços apresentada para o acesso à API mostra a intenção da gigante tecnológica em democratizar o uso destas ferramentas. Para o modelo Pro, os custos começam em cerca de 0,92 euros por cada milhão de tokens de entrada para um contexto até 256K, e 2,76 euros para os tokens de saída. Caso o contexto se estenda até um milhão de tokens, os valores passam para cerca de 1,84 euros e 5,52 euros, respetivamente.
O modelo Omni apresenta-se de forma ainda mais acessível, começando nos 0,37 euros por um milhão de tokens de entrada e 1,84 euros para a saída. A estratégia a longo prazo passa por consolidar um ecossistema de software robusto, oferecendo um desempenho semelhante ao Claude Opus 4.6 por cerca de um quinto do custo, o que reduz substancialmente as barreiras para a adoção de inteligência artificial de ponta.












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