
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos está a reforçar o seu arsenal tecnológico. Depois de se ter afastado da Anthropic no final de fevereiro de 2026, o governo norte-americano assinou um acordo com a OpenAI. No entanto, a estratégia militar não se fica por aqui. De acordo com informações avançadas pela Reuters, o Pentágono vai integrar o sistema Maven da Palantir como uma ferramenta central para identificar alvos, planear estratégias e conduzir ataques no terreno.
Esta decisão surge no seguimento da ofensiva liderada em conjunto com Israel contra infraestruturas críticas e altos quadros no Irão, iniciada a 28 de fevereiro. Uma carta do subsecretário de Defesa, Steve Feinberg, revela que o sistema Maven tem como objetivo principal detetar, disuadir e dominar as forças adversárias, analisando dados de radares, satélites, sensores e drones inimigos no campo de batalha.
O regresso da Anthropic ao cenário de guerra
O detalhe mais curioso desta nova aliança militar é a arquitetura por trás do sistema da Palantir. Embora o Pentágono tenha rejeitado inicialmente a Anthropic por a considerar um risco de segurança, a plataforma Maven utiliza precisamente o modelo Claude, desenvolvido por essa mesma empresa. Na prática, a tecnologia acaba por regressar às operações centrais dos Estados Unidos através desta parceria, operando de forma paralela aos sistemas da OpenAI.
A adoção destas ferramentas marca uma mudança significativa na abordagem bélica norte-americana. A aposta nestes modelos generativos e analíticos levou mesmo a que vários utilizadores civis cancelassem os seus serviços em protesto contra a utilização destas tecnologias para fins de guerra.
Preocupações de segurança e controlo humano
A crescente dependência de agentes autónomos gera receios globais. O histórico de falhas em grandes infraestruturas, como as que afetaram os serviços da Amazon Web Services devido a perdas de controlo de agentes baseados em inteligência artificial, levanta dúvidas sobre a estabilidade destes sistemas em cenários críticos. A Organização das Nações Unidas já alertou para os perigos inerentes a permitir que um software tome decisões sobre alvos militares sem uma supervisão humana constante.
Para tentar acalmar estas preocupações, a Palantir, que viu a sua avaliação de mercado disparar para os 360 mil milhões de dólares após firmar este acordo de 10 mil milhões com o exército, garantiu que a sua tecnologia não toma decisões letais de forma independente. A empresa responsável pelo sistema Maven sublinha que a palavra final sobre qualquer ataque ou intervenção armada permanece sempre sob o controlo e a decisão de operadores humanos.












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