
O Pentágono está a desenvolver ativamente novas ferramentas de inteligência artificial para substituir as soluções da Anthropic, após o colapso de um contrato de 200 milhões de dólares entre as duas partes. A decisão surge na sequência de divergências sobre os limites éticos do uso da tecnologia militar, com o governo norte-americano a virar-se agora para alternativas como a OpenAI e a xAI, de acordo com informações avançadas pela Bloomberg.
Fim do acordo milionário e novas parcerias
O divórcio entre a entidade governamental e a tecnológica parece ser definitivo. Cameron Stanley, diretor digital e de inteligência artificial do Pentágono, confirmou que o departamento está a integrar ativamente múltiplos modelos de linguagem de grande escala nos seus ambientes governamentais. O trabalho de engenharia já começou e as novas ferramentas deverão estar operacionais muito em breve.
A rutura do contrato de 200 milhões de dólares, que corresponde a cerca de 184 milhões de euros, ocorreu nas últimas semanas. O motivo central foi a recusa do Pentágono em aceitar as exigências da Anthropic, que pretendia incluir cláusulas contratuais para proibir o uso da sua tecnologia em vigilância em massa de cidadãos americanos ou no desenvolvimento de armas autónomas capazes de disparar sem intervenção humana.
Uma ameaça à cadeia de abastecimento
Com a saída desta empresa de cena, outras gigantes não perderam tempo. O Departamento de Defesa, agora designado como Departamento de Guerra sob a administração de Donald Trump, firmou rapidamente novos compromissos. A OpenAI avançou com um acordo próprio, e a empresa xAI, liderada por Elon Musk, também assinou um entendimento para integrar o modelo Grok em sistemas classificados.
As consequências para a empresa original vão muito além da simples perda do contrato. Pete Hegseth, o Secretário da Defesa, classificou oficialmente a tecnológica como um risco para a cadeia de abastecimento. Esta é uma designação severa, habitualmente reservada para adversários estrangeiros, e que impede outras empresas fornecedoras do Pentágono de fazerem negócios com a visada. Em resposta a esta medida, a fabricante de inteligência artificial já avançou com um processo nos tribunais para contestar a decisão.












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