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A Anthropic continua a somar aliados na sua disputa contra o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. No mês passado, o laboratório de inteligência artificial foi classificado como um risco para a cadeia de abastecimento após recusar ceder na forma como a sua tecnologia poderia ser utilizada pelos militares. Agora, de acordo com informações avançadas pela CNBC, a senadora norte-americana Elizabeth Warren saiu em defesa da empresa, classificando a decisão do Pentágono como uma retaliação.

A acusação de retaliação e o uso de armas autónomas

Numa carta dirigida ao Secretário da Defesa, Pete Hegseth, a senadora democrata sublinhou que o governo poderia simplesmente ter terminado o contrato com a Anthropic, em vez de aplicar uma designação que normalmente é reservada a adversários estrangeiros e não a empresas nacionais. Warren expressou preocupação com a possibilidade de o Departamento de Defesa estar a tentar forçar as tecnológicas americanas a fornecerem ferramentas de vigilância em massa sobre os cidadãos e a implementarem armas totalmente autónomas sem as devidas salvaguardas.

Toda esta polémica teve início quando a empresa comunicou ao Pentágono que não pretendia que os seus sistemas fossem usados para vigiar americanos, alertando ainda que a tecnologia não estava preparada para tomar decisões de disparo em armas letais autónomas sem intervenção humana. Em resposta, o Pentágono argumentou que uma empresa privada não deve ditar como as forças armadas utilizam a tecnologia, aplicando-lhe a restrição de risco. Esta etiqueta proíbe na prática que qualquer entidade que trabalhe com o governo utilize os serviços da empresa visada.

Apoio da indústria tecnológica e a batalha legal

As palavras de Elizabeth Warren ecoam o sentimento de várias outras organizações. Empresas de peso do setor tecnológico e os seus funcionários, incluindo a Google, Microsoft e a OpenAI, juntamente com grupos de defesa de direitos legais, apresentaram documentos em tribunal para apoiar a posição da empresa e denunciar a ação do governo.

O caso avança para os tribunais com uma audiência marcada para terça-feira em São Francisco. A juíza Rita Lin terá de decidir se concede uma providência cautelar solicitada pela empresa tecnológica para manter o estado atual das coisas enquanto o processo principal contra o Departamento de Defesa decorre. A empresa argumenta que a ação do governo viola os seus direitos da Primeira Emenda, punindo-a por motivos ideológicos. Do lado oposto, o Departamento de Defesa mantém que se tratou de uma decisão de negócios e de segurança nacional, e não de um castigo pelas opiniões da empresa.

Entretanto, a senadora enviou também uma carta a Sam Altman, diretor executivo da OpenAI, para pedir detalhes sobre o acordo que a sua empresa assinou com o Departamento de Defesa, o qual foi finalizado apenas um dia após a Anthropic ter sido colocada na lista negra.

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