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energia eólica

A Alemanha apresentou um novo programa de proteção climática desenhado para acelerar a redução de emissões e atingir a neutralidade carbónica até 2045. De acordo com o comunicado oficial do Ministério do Ambiente da Alemanha, o pacote engloba um reforço financeiro expressivo e dezenas de medidas práticas orientadas para a transição energética e para a adoção de veículos elétricos.

A reformulação surge na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo Federal, que em janeiro considerou o plano de 2023 insuficiente para as metas estabelecidas na Lei Federal de Proteção Climática. O país tem como objetivo reduzir as emissões em pelo menos 65% até 2030, em comparação com os níveis de 1990, e em 88% até 2040.

O Ministro do Ambiente, Carsten Schneider, liderou o processo que envolveu vários ministérios na elaboração destas medidas. Durante a apresentação em Berlim, o responsável sublinhou o peso internacional do país na inovação ecológica, destacando que a política climática deve ser despolitizada e servir como guia para os consumidores nas suas escolhas, seja na aquisição de um sistema de aquecimento ou de um novo transporte.

Orçamento reforçado e impacto nas emissões

Para viabilizar as 67 medidas que compõem o programa, o governo vai disponibilizar um total de oito mil milhões de euros adicionais para os próximos anos. Deste valor financeiro, 7,6 mil milhões de euros têm origem no Fundo para o Clima e a Transformação, sendo os restantes 400 milhões provenientes de fundos especiais.

O objetivo global do pacote passa por reduzir pelo menos 27 milhões de toneladas de dióxido de carbono. O executivo optou por não detalhar as poupanças exatas de cada medida individual, de forma a evitar duplicações nas contas, uma vez que várias iniciativas a longo prazo só atingirão o seu impacto máximo na década de 2030.

O papel central da mobilidade e dos apoios aos cidadãos

O grande pilar desta redução de emissões reside na expansão da frota elétrica. O plano estabelece incentivos à compra para os agregados familiares privados, com especial atenção aos grupos de rendimentos baixos e médios. Paralelamente, o governo avança com um regime de depreciação fiscal para a compra de carros de empresa elétricos entre meados de 2025 e o final de 2027, bem como o prolongamento da isenção de portagens para camiões de zero emissões para lá de 2025.

A infraestrutura de carregamento também recebe atenção prioritária, com apoios planeados para edifícios habitacionais e espaços corporativos, seguindo as diretrizes do plano diretor da atual coligação. Os transportes públicos mantêm o seu papel de relevo com a continuidade do passe único nacional de transportes até 2030, uma iniciativa que poupa cerca de um milhão de toneladas de carbono por ano. Em conjunto com a revisão da Quota de Gases com Efeito de Estufa para os fornecedores de combustíveis, que os obriga a reduzir a intensidade carbónica dos seus produtos, o país tenta traçar um caminho claro para descarbonizar a sua economia.

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