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Meta Threads

A Meta planeia alargar o seu sistema de verificação de factos comunitário a outros países, mas o seu próprio Conselho de Supervisão recomenda precaução. De acordo com o site Engadget, o órgão independente alertou a empresa para os riscos de direitos humanos e danos reais que a expansão pode causar se não forem implementadas as devidas salvaguardas.

No ano passado, a empresa implementou mudanças drásticas na moderação de conteúdos nos Estados Unidos, reduzindo a dependência de verificadores de factos independentes em favor das Notas da Comunidade, tudo isto sem consultar o conselho. No entanto, decidiu pedir orientação sobre como levar esta ferramenta baseada nos utilizadores para o resto do mundo.

Os riscos de uma expansão apressada

Num parecer detalhado de 15 mil palavras, o Conselho de Supervisão deixou claro que a ferramenta pode melhorar a liberdade de expressão e o debate online, mas exige cuidado. O grupo aconselhou a retenção da funcionalidade em países com elevada polarização, em cenário de crise ou com conflitos prolongados.

As nações com um histórico conhecido de redes de desinformação organizadas também devem ficar de fora, uma vez que as notas podem ser facilmente manipuladas nestes locais. O mesmo aviso aplica-se a regiões com grande complexidade linguística, onde a gigante tecnológica pode não ter a capacidade necessária para analisar o contexto de forma adequada.

A recomendação de evitar países com elevada polarização poderia perfeitamente aplicar-se aos próprios Estados Unidos, onde o sistema já se encontra ativo há mais de um ano. Ainda assim, o conselho evitou fazer recomendações diretas sobre países específicos, deixando em aberto a forma como estas diretrizes serão efetivamente aplicadas.

Convivência com os verificadores profissionais

Embora não se oponha nem apoie diretamente a expansão do formato, que foi assumidamente inspirado no modelo da rede social X, o conselho destacou a importância de manter as parcerias com as organizações externas de verificação de factos.

A análise aponta que os próprios utilizadores que redigem as Notas da Comunidade apoiam-se frequentemente no trabalho realizado de antemão pelos verificadores profissionais. Segundo Paolo Carozza, membro do Conselho de Supervisão, as duas abordagens não são mutuamente exclusivas e podem coexistir de forma essencial. O responsável sublinha que o conselho evitou qualquer sugestão de que a introdução do sistema comunitário devesse resultar no fim da verificação de factos tradicional.

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