
De acordo com informações reveladas pelo portal Wccftech, a futura consola da Sony poderá chegar ao mercado com um disco de 1 TB e sem leitor de discos integrado. Para colmatar a capacidade de armazenamento, o equipamento deverá utilizar a tecnologia Neural Texture Compression para reduzir significativamente o tamanho dos videojogos.
O mercado tecnológico tem assistido a um aumento acentuado nos preços da memória RAM e NAND Flash nos últimos meses. Esta inflação começou por afetar os computadores, estendendo-se depois aos telemóveis e consolas. Como reflexo desta crise de componentes, a PlayStation 5 já sofreu subidas de preço, passando dos 349 euros (em promoção no Natal de 2025) para os atuais 599 euros na versão digital e 649 euros na versão com leitor. Face a este cenário, os rumores apontam que a PlayStation 6, com lançamento previsto para 2027, terá um preço base de 699 dólares, podendo facilmente aproximar-se da fasquia dos 800 ou 900 dólares.
Compressão neuronal para poupar espaço
Inicialmente, esperava-se que a nova geração traria um disco de 2 TB de origem. No entanto, os custos de produção parecem ter forçado a marca a recuar para um disco de 1 TB, uma capacidade apenas ligeiramente superior aos 825 GB da consola atual. Com os títulos modernos a ultrapassarem facilmente os 200 GB, a fabricante encontrou uma solução do lado do software: a tecnologia Neural Texture Compression da AMD.
A compressão neuronal de texturas utiliza inteligência artificial para manter a qualidade visual enquanto reduz o peso dos ficheiros. Na prática, isto significa que um jogo que normalmente ocuparia 150 GB poderá ver o seu tamanho reduzido para apenas 22 GB, tornando-se sete vezes mais pequeno e exigindo também menos memória gráfica para correr de forma fluida.
Foco total no formato digital
Além da questão do armazenamento interno, a fonte indica que a consola será lançada sem um leitor de discos físico integrado. Esta decisão sublinha a clara prioridade que a empresa está a dar ao formato digital no seu ecossistema para a próxima geração.
Para os utilizadores que ainda preferem comprar os seus títulos em formato físico, a alternativa passará por adquirir um leitor de discos externo vendido separadamente. Esta opção, embora permita manter a compatibilidade com a biblioteca de jogos em disco, acabará por encarecer ainda mais o custo final do equipamento para os consumidores.












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