
Um entusiasta de eletrónica e youtuber decidiu dar uma nova vida a uma PlayStation 2 Slim avariada, transformando-a numa consola totalmente portátil. O projeto incomum manteve os componentes originais do equipamento para reproduzir os jogos de forma nativa, incluindo o próprio leitor de discos físicos e a clássica entrada para cartões de memória.
O processo criativo foi partilhado num vídeo do canal James Channel, onde é possível acompanhar todas as peripécias da construção deste autêntico monstro tecnológico. Numa altura em que a histórica consola celebra 25 anos e mantém o título de sistema mais vendido de sempre, logo seguida pela Nintendo Switch, projetos deste género demonstram que a nostalgia continua a impulsionar as invenções da comunidade.
O reaproveitamento de componentes avariados
Tudo começou com uma versão Slim da consola que já não conseguia ler jogos. O autor do projeto teve de abrir o equipamento, limpar e recalibrar o laser através de ferramentas específicas, além de substituir uma pilha interna para recuperar o funcionamento normal. Com a leitura de discos assegurada, o passo seguinte foi a remoção das ligações físicas desnecessárias, como as portas de rede, áudio e vídeo, de forma a poupar o máximo de espaço na placa principal.
Para garantir o aspeto de consola de mão, foi adaptado um ecrã proveniente de um pequeno monitor para automóveis. Já os controlos ficaram a cargo de um comando da fabricante Mad Catz, que foi cortado e modificado para encaixar nas laterais da nova estrutura desenhada em redor do leitor de CD e DVD.
Bateria com uma autonomia invejável
Uma consola para levar para qualquer lado precisa de bastante energia, e a solução encontrada foi desmontar um powerbank comum. As células da bateria foram reaproveitadas juntamente com uma placa adaptada para fornecer a tensão de 9V exigida pelos circuitos originais da placa. Com uma capacidade total de 10000 mAh, o resultado final oferece cinco horas de uso contínuo, contando ainda com suporte para carregamento rápido, um altifalante e um amplificador de som integrados.
Esta autonomia de cinco horas acaba por ser superior ao tempo útil de equipamentos modernos como a Steam Deck OLED na reprodução de títulos mais exigentes. O produto final está longe de apresentar linhas elegantes e é demasiado volumoso para utilizar casualmente numa paragem de autocarro, mas prova ser perfeitamente funcional para rodar os clássicos da sexta geração diretamente dos suportes físicos originais.












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