
A gigante tecnológica acertou em cheio com o lançamento do MacBook Neo, mas a enorme adesão dos consumidores está a provocar uma dor de cabeça inesperada. A procura por este portátil ultrapassou largamente as estimativas da marca, o que resultou em dificuldades logísticas graves e falta de componentes nas linhas de montagem, tal como revela a publicação Culpium.
O desafio dos processadores limitados
O núcleo do problema encontra-se no fornecimento do processador. Este modelo é alimentado pelo Apple A18 Pro, o mesmo chip desenvolvido para o iPhone 16 Pro, que regista atualmente valores de inventário muito preocupantes. O plano original previa a produção de apenas seis milhões de computadores.
Para dar vida a estas máquinas, a fabricante utilizou processadores com ligeiras deficiências na placa gráfica, que tinham sido descartados durante o fabrico dos telemóveis topo de gama. Ao limitar a GPU destes chips a apenas cinco núcleos, foi possível reaproveitá-los para os portáteis. Contudo, com as vendas a dispararem, a quantidade desta matéria-prima de segunda escolha tornou-se insuficiente para dar resposta ao ritmo incessante das encomendas.
Soluções na calha para estabilizar o fabrico
Com a escassez de material a agravar-se, a empresa tem agora de decidir como vai manter o fornecimento do portátil ao mercado. Uma das opções em cima da mesa é voltar a ligar as máquinas para fabricar diretamente mais unidades deste processador modificado. No entanto, esta decisão levanta dúvidas sobre um eventual ajuste no preço final do equipamento para absorver os custos.
A outra alternativa passa por acelerar o passo e antecipar a chegada da próxima geração do computador, saltando etapas no calendário originalmente estabelecido. O tempo dirá qual a manobra escolhida pela marca para resolver este engarrafamento logístico sem perder o ímpeto comercial.












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