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Samsung

A divisão de memórias da Samsung ultrapassou as receitas operacionais de gigantes como a Microsoft, Meta e Amazon no primeiro trimestre de 2026. A escalada absurda nos preços da memória RAM, impulsionada pela febre da inteligência artificial, está a encher os cofres da fabricante sul-coreana, segundo os dados partilhados pelo Wccftech.

Lembras-te de quando a memória RAM era um dos componentes mais acessíveis na hora de montar um computador? Esses dias já lá vão. Atualmente, comprar 64 GB de memória DDR5 pode custar mais do que um computador inteiro, e um kit de 32 GB chega a rondar os 500 euros, dependendo da loja. Esta subida de preços afastou muitos jogadores e consumidores de atualizarem as suas máquinas, mas a procura por parte da indústria da inteligência artificial compensou, e de que maneira, esta quebra no mercado de consumo.

O peso da inteligência artificial nas contas da fabricante

A Samsung aproveitou o período de escassez de memória DRAM e NAND Flash para gerar receitas recorde. Com um aumento de 80% nos preços da DRAM anunciado no início do ano, a empresa antecipou um salto impressionante de 134% nas suas receitas e os resultados estão à vista. No primeiro trimestre de 2026, a divisão da sul-coreana alcançou cerca de 35,7 mil milhões de euros (38.900 milhões de dólares) em receitas operacionais.

Dados sobre custos de operações de grandes empresas

Para teres uma ideia da dimensão deste valor, basta olhar para a concorrência. A fabricante de chips TSMC ficou-se pelos 16,7 mil milhões de euros (18.200 milhões de dólares) no último trimestre de 2025. Atrás da sul-coreana ficaram também pesos-pesados americanos: a Microsoft com cerca de 18,9 mil milhões de euros (20.600 milhões de dólares), a Meta com 22,6 mil milhões de euros (24.700 milhões de dólares) e a Amazon com 22,9 mil milhões de euros (25.000 milhões de dólares). Até mesmo a Alphabet, a empresa-mãe da Google, ficou para trás com os seus 32,9 mil milhões de euros (35.900 milhões de dólares) de receita.

Apple e o mercado petrolífero mantêm a liderança

Apesar do desempenho impressionante, existem duas empresas que ainda conseguem faturar mais do que a divisão de memórias da gigante sul-coreana. A Saudi Aramco, a maior empresa petrolífera do mundo, alcançou cerca de 37,9 mil milhões de euros (41.300 milhões de dólares), impulsionada pela escalada dos preços do petróleo devido aos conflitos no Médio Oriente.

No topo absoluto da tabela encontra-se a Apple, com uns estonteantes 46,6 mil milhões de euros (50.800 milhões de dólares). O facto curioso é que a marca da maçã lidera as receitas não por causa da inteligência artificial, mas graças ao sucesso estrondoso das vendas dos telemóveis. O iPhone 17 gerou uma enorme procura no mercado, apresentando-se como um lançamento muito mais cativante do que o antecessor e resolvendo, de forma eficaz, os conhecidos problemas de sobreaquecimento dos modelos Pro da geração passada.

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