
A Meta está a preparar um projeto insólito para os seus corredores corporativos. De acordo com um relatório avançado pelo Financial Times, a gigante tecnológica encontra-se a criar uma versão tridimensional fotorrealista do seu fundador e diretor executivo, Mark Zuckerberg. O objetivo desta iniciativa passa por permitir que as equipas interajam com este avatar digital alimentado por inteligência artificial em conversas em tempo real, com a esperança de fazer com que os trabalhadores se sintam mais ligados ao líder da empresa.
Esta figura digital está a ser minuciosamente treinada com base nos trejeitos, no tom de voz, em fotografias e em declarações públicas do próprio bilionário, recebendo também informações detalhadas sobre as estratégias recentes da marca. Curiosamente, este desenvolvimento ganha contornos irónicos quando nos lembramos da velha piada da internet que sugere que Zuckerberg é, na verdade, um robô ou um extraterrestre disfarçado de humano. Esta reputação ganhou força após a sua postura rígida e olhar fixo durante os testemunhos no congresso norte-americano em 2018 sobre o escândalo da Cambridge Analytica, e após um deslize verbal em 2014 onde referiu "Eu era humano" antes de se corrigir rapidamente.
Um investimento sem precedentes na nova era digital
Este projeto surge numa altura em que a dona do Facebook e do Instagram tem canalizado recursos massivos para a sua infraestrutura. Wall Street foi recentemente surpreendida com a revelação de que o orçamento da empresa para 2026 subiu para um teto de 135 mil milhões de dólares (cerca de 125 mil milhões de euros). Este valor representa quase o dobro das despesas de capital de 72,2 mil milhões de dólares registadas em 2025, destinando-se em grande parte à construção de novos centros de dados colossais em vários estados norte-americanos, incluindo o Texas, o Wisconsin, o Ohio e o Alabama.
A caça aos talentos nas empresas rivais
Para além do investimento em hardware, Zuckerberg liderou pessoalmente uma vaga de contratações agressiva entre 2024 e 2025. O líder executivo elaborou uma lista secreta com os melhores engenheiros de empresas concorrentes, como a OpenAI, a Google DeepMind e a Apple.
Para convencer estes profissionais a mudarem de lado, foram oferecidos pacotes de compensação que atingiram números impressionantes, chegando aos 300 milhões de dólares (aproximadamente 275 milhões de euros) por um período de quatro anos. Entre as contratações de peso encontram-se antigos líderes de topo dos modelos de fundação da Apple, como Ruoming Pang e os seus subordinados diretos, que agora integram os novos laboratórios de superinteligência da empresa.












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