
A União Europeia está a dar passos largos para consolidar a sua posição na linha da frente da revolução quântica, procurando construir um ecossistema altamente resiliente e soberano. Segundo a informação partilhada pela Comissão Europeia, o objetivo central passa por traduzir o vasto conhecimento de investigação do continente em soluções práticas e rentáveis para o mercado.
Especialistas e investigadores acreditam que o mundo já entrou numa segunda vaga desta tecnologia, com impactos diretos e transformadores em áreas como a simulação, computação, metrologia, comunicações quânticas e sensores avançados.
A segunda vaga e a estratégia dos cinco pilares
Para garantir que o continente não fica para trás nesta corrida considerada crítica a nível global, foi aprovada e implementada uma estratégia dedicada em 2025. Este plano abrangente assenta em cinco pilares fundamentais: potenciar a investigação e desenvolvimento, criar infraestruturas robustas, reforçar o talento e as competências especializadas, e assegurar a utilização dual das inovações, abrangendo as esferas da defesa e segurança.
O futuro europeu assente na soberania
Os resultados práticos deste investimento estratégico já começaram a surgir. Durante o ano de 2025, os primeiros computadores quânticos europeus financiados pela iniciativa EuroHPC abriram portas em Poznan, na Polónia, e em Ostrava, na Chéquia. Estes equipamentos marcam o início de uma infraestrutura capaz de suportar as exigências de processamento da próxima geração.
Com os olhos postos na expansão tecnológica, prepara-se agora a base legal para os próximos anos. A evolução do quadro regulamentar chegará através do EU Quantum Act, com uma nova proposta de adoção que está agendada para 2026, prometendo solidificar os incentivos para que a Europa continue a liderar a investigação e aplicação deste setor.












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